M.F - Tema: PEC 206: um retrocesso na educação?
Tema: PEC 206: um retrocesso na educação?
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, (Sem vírgula) o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a proposta da PEC 206 (Desenvolva a sigla), que visa a cobrança de mensalidade nas universidades públicas do país, constatando, desse modo, um claro retrocesso na educação. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater as dificuldades no ingresso ao ensino superior, especialmente, por alunos oriundos da rede pública. Nesse sentido, o difícil acesso ao ensino superior vem permeando a sociedade e culminando em uma série de problemas, a exemplo disso o aumento da desigualdade gerada pela falta de oportunidades no âmbito acadêmico (Explore mais esse argumento). Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do "contrato social", já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
(Boa estratégia coesiva) Ademais, é fundamental apontar a falta de qualidade na educação como impulsionador do difícil acesso ao ensino superior no Brasil. Segundo o economista britânico William Arthur Lewis, educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido. Diante de tal exposto é inegável que a falta de investimentos na educação do Brasil tem gerado péssimos resultados para o país. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. (Explore mais a discussão)
(Boa estratégia coesiva) Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de campanhas educacionais, desenvolva um projeto de ampliação e melhora da educação - onde seriam ofertadas aulas focadas nas dificuldades dos alunos - a fim de disseminar as oportunidades da educação na vida de todos os jovens brasileiros. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 160 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 880 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |