Para o Alvo e Avante II
Tema: PEC 206: um retrocesso na educação?
A Constituição Federal (CF) de 1988, art. 205, garante a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. Uma conquista aos povos brasileiros independentes de renda, raça, cor e gênero. A PEC (Proposta de Emenda Constitucional), proposto pelo deputado federal General Perternelli, pode mudar o cenário na educação brasileira. Não minimiza a desigualdade social no viés estudantil, tão pouco ao ingresso aos menos favorecidos nas universidades públicas. (Melhore a contextualização do tema)
A PEC prevê que as universidades públicas cobrem mensalidades dos estudantes, mas mantém a gratuidade àqueles que não tiverem recursos financeiros. De fato, o número de estudantes que ingressam nas universidades públicas são de pele branca e classe média, porém com a criação de ações afirmativas como de cotas para pretos e pardos, para hipossuficientes, tem aumentado o número de estudantes dentro dessas instituições, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2015. (Delimite e explore a discussão com mais produtividade)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, criar mensalidade dentro de universidades públicas não gera inclusão social, mas pode gerar subgrupos e com isso afetar a isonomia na busca por condições de ensino. A PEC não estabelece critérios específicos na cobrança de mensalidade, deixando a critério das universidades. Em 2018 foi realizado uma pesquisa socioeconômica pela Associação Nacional de Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), que indicou que 70% dos alunos de universidade públicas têm renda per capita inferior a 1,5 salário mínimo, não favorecendo portanto significativamente a classe mais privilegiada. (Explore a discussão com mais produtividade)
(Boa estratégia coesiva) Desse modo, essa nova proposta não beneficia as classes menos favorecidas socioeconomicamente, e sim é um retrocesso na educação a qual vem buscando melhoria no ensino e isonomia entre a classe estudantis estudantil. Ao invés de cobrar mensalidade para quem já ingressou na universidade, pode-se aumentar a porcentagem de cotas para pretos e pardos e para famílias hipossuficientes para que adentrem nas universidades públicas obtendo mais chances no mundo acadêmico e consequentemente na vida profissional e familiar. (Apresente todos os elementos da proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 120 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 760 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |