Uma solução concreta?
Tema: Favelas no Rio de Janeiro: o que há além do muro?
[Redação sem título]
Nota tradicional: 6
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Os muros que vão ser construídos nas favelas do Rio de Janeiro, como medida de impedir que as moradias avancem as barreiras já estabelecidas pela prefeitura, estão sendo encarados como forma de segregação social. Uma pesquisa feita pela Veja mostra que muitos ainda acreditam que estes rodearão toda a favela de modo a deixá-la isolada, quando um dos principais motivos, é conservar a mata existente.
Contudo, vemos que eles se fazem necessários. Temos as favelas como berço de marginalização, fator que não é vantajoso para cidade alguma. No caso especial do Rio de Janeiro, centro econômico, turístico e industrial, o crime afasta investidores, visitantes, e destroem a paisagem natural da cidade.
Uma opção alternativa já apresentada é o uso deste dinheiro na construção de conjuntos habitacionais. As criações de novas moradias nada mais são do que uma forma de mudar o problema de endereço, como já ocorreu na Vila Kennedy e na Cidade de Deus, que viraram áreas favelizadas com altas taxas de criminalidade.
Até então o programa começou bem: inibindo o crescimento das favelas. Mas será mesmo que os governantes serão capazes de administrá-lo bem até o fim? O ideal é dar os atributos necessários para que o povo aprenda a pescar. Levar infra-estrutura às favelas não só como forma de populismo, como há muito é feito, mas com a intenção de dar uma vida digna a esses cidadãos, como lhes é garantido por direito.
Ainda que não sejam a forma mais pacífica de conter o crescimento populacional, os muros podem se mostrar bastante úteis. Resta a nós esperar uma atitude, diferente das que estamos acostumados, vindas da administração do estado e da cidade do Rio de Janeiro. E que, se possível, se tornem motivos para serem copiadas pelo resto do país.
D. M.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 0.5 |
| Nota final | 6 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |