Educação leva à Segurança
Tema: Segurança nas escolas
Não é comum que uma notícia sobre um crime cometido no Brasil atinja amplitude internacional, no entanto o “Massacre de Realengo - RJ”, como foi chamado, chocou a população e entrou para lista mundial de crimes horrendos cometidos em escolas. A tragédia além de espantosa trouxe à tona questões de cunho ético e social e atingiu altos níveis de polêmicas discussões sobre a segurança nas escolas.
O passo inicial deve ser dado pelas próprias escolas, implantando novas medidas de segurança, contanto que não prejudiquem a rotina dos alunos, tais como instalação de equipamentos detectores de metais e aumento de vigilância nas portarias e ao redor da propriedade.
Estão entre as causas apontadas como motivos para o massacre, questões que envolvem influências de religião, doenças mentais, histórico familiar, bullying entre outras informações sobre o assassino. Tendo em vista tal problemática e os impactos que causam nos jovens de modo geral, é viável a introdução de programas de incentivo à causas contra todo tipo de preconceito e bullying, e o conhecimento sobre a violência e suas causas, desse modo as próprias crianças passam a estar mais atentas às formas de se esquivar de certas situações. Também seria interessante preparar os próprios educadores para problemas que podem ser vinculados a violência, tais como tráfico, ameaças a alunos, entre outros.
Apesar das reclamações de uma grande parcela da população, que acha insuficiente as medidas que poderão ser adotadas, e de toda insegurança da sociedade diante de um caso tão aterrorizante, não se pode deixar que o medo extrapole certo limite a ponto de impedir a vida social, é preciso saber lidar com todo tipo de situação. Estamos expostos a perigos e à “novas tragédias de Realengo” a todo tempo, ao passo que a mídia alerta a sociedade sobre os mais variados temas, ainda assim falta algum tipo de informação. Por isso é tão importante ressaltar que a base de apoio dos dias de hoje é a educação, seja na prática ou na teoria. É claro que não são todas as medidas que trarão resultados imediatos, mas podem fazer grande diferença em longo prazo, prevenindo acontecimentos deste tipo e ensinando aos alunos melhores modos de se viver no mundo atual. Neste caso em especial, por mais irônico que seja vale afirmar que tudo começa na escola.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |