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Muito se tem discutido, atualmente, acerca do uso da linguagem neutra. Esta, utilizada por membros da comunidade LGBTQ+ (Desenvolva a sigla) para identificação e visibilidade de todos os gêneros, inclusive os neutros. Entretanto, na realidade brasileira, existem leis que proíbem tais expressões, além disso, concursos públicos e vestibulares, (Melhore a construção de sentido) que exigem a utilização da norma culta da Língua Portuguesa. Sendo assim, é necessário debates para a resolução desses entraves para o uso da linguagem neutra para uma melhor inclusão. (Formule a tese)
Primeiramente, é válido ressaltar que certas leis contribuem para que pessoas que não se encaixam no binarismo não se sintam inclusas na sociedade. Como em Santa Catarina, a lei 9.077/21 proíbe expressamente a utilização de linguagem "estranha à Língua Portuguesa" em utilização de flexão de gênero no âmbito da administração pública municipal. Diante disso, é indubitável que essas leis configuram uma tentativa de excluir e silenciar os grupos de pessoas LGBTQ+ como decreta a lei citada (Explore a discussão com mais produtividade). Nesse sentido,muitos indivíduos não se sentem devidamente à vontade em certos ambientes, devido às leis governamentais impostas sobre eles.
(Boa estratégia coesiva) Ademais, a exigência da norma culta em vestibulares e concursos públicos, (Sem vírgula) automaticamente faz com que o sujeito seja obrigado a se identificar como gênero masculino ou feminino. Isso posto, segundo o Projeto de Lei 5198/20 que proíbe instituições de ensino e bancas examinadoras de concursos públicos de utilizarem o gênero neutro para se referir a pessoas que não se identificam com os gêneros masculino e feminino (Melhore a construção dessa ideia). Portanto, desse ponto de vista, é de suma importância que haja uma maior compreensão para que todos os gêneros sejam aceitos e incluídos em todos os ambientes.
(Boa estratégia coesiva) Por fim, diante dos desafios impostos, é urgente que medidas sejam tomadas para cessar os debates sobre a linguagem neutra. Nesse âmbito, cabe à Academia Brasileira de Letras a criação de um novo gênero neutro na língua portuguesa, em conjunto com o Ministério da educação, com uma nova grade curricular onde o estudo da linguagem neutra esteja incluso nos ensinos básico e superior. Por sua vez, essa mudança linguística trará inclusão àqueles que não se identificam com o binarismo e esses debates sobre a linguagem não-binária iriam ter um fim. (A proposta de intervenção está incompleta)
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Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
160 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
840
|
Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.
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Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |