A realidade de The Originals ratificada no cotidiano tupiniquim.

Tema: Debate sobre a linguagem neutra

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 10/04/2022
Nota tradicional: 880
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Na célebre série americana “The Originals”, as bruxas têm a sua própria língua, fruto da cultura de seu povo, e por isso é admirada e preservada por todos que a conhece. Infelizmente, essa narrativa destoa da realidade brasileira, na qual a linguagem neutra, dialeto inclusivo da população LGBTQIA+ (Desenvolva a sigla), enfrenta sérios obstáculos. Assim, não só a falta de debates escolares, como também a má representação midiática intensificam o quadro. (Muito bem. Formulou a tese)

Nesse contexto, é indubitável que o silenciamento escolar é catalisador para a falta de inclusão dos indivíduos gays. A esse respeito, Paulo Freire, pedagogo e pesquisador, em sua obra “Pedagogia do Oprimido”, afirmou que as instituições de ensino têm um método de aprendizagem bancário e não civilizatório (Explore mais essa discussão). Dessa forma, a linguagem neutra (Vírgula) mesmo não sendo reconhecida oficialmente, desempenha um papel de inclusão e aceitação dos sujeitos não binários (Explore mais essa discussão), entretanto, a escola não aborda sobre esse tipo de temática, pois tem uma pedagogia conteudista e robotizada. Logo, há uma ausência de projetos e debates voltados ao papel da linguagem neutra como ferramenta simbólica e histórica da resistência gay.

(Boa estratégia coesiva) Outrossim, destaca-se a má representação midiática da cultura LGBTQIA+ como propulsora dos desafios da linguagem neutra no país canarinho. Conforme Theodor Adorno – filósofo da escola de Frankfurt –, a indústria cultural transforma a cultura em mercadoria ao invés de proporcionar reflexões que possam transformar o indivíduo e mudar o mundo. Nessa perspectiva, percebe-se que os veículos midiáticos visam apenas o lucro, o qual surge da adesão do corpo social pelo que é veiculado, assim, para engajar e manter o seu público, majoritariamente, conservado e religioso, não abordam sobre a temática não-binária e defende excomungação desse dialeto, que tem como objetivo a inclusão linguística dos indivíduos gays. (Explore com mais produtividade)

​​​​​​​(Boa estratégia coesiva) Portanto, o Ministério da Educação deve criar um projeto para debater temas de extrema relevância social, por meio de palestras e oficinas nas escolas, as quais serão ministradas por psicólogos e financiadas por emenda parlamentar. Espera-se, com essa medida, proporcionar visibilidade a questão da linguagem neutra e a importância da inclusão dos indivíduos LGBTQIA+ na sociedade. Ademais, o Ministério da Comunicação deve criar campanhas de conscientização voltadas para aceitação e inclusão dos sujeitos não-binários. Destarte, a realidade de “The Orignals” será ratificada na prática. ​​​​​​​(Faltou apresentar o detalhamento) 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 200 Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 160 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 880 Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos