Abuso infantil
Tema: Abuso sexual de crianças e adolescentes no Brasil: um problema, muitas consequências
A Revolução Industrial Inglesa, que ocorreu na metade do século XVIII, foi marcada pela exploração infantil. Durante esse período houve o auge da utilização de menores para o trabalho, em razão do menor custo em comparação a mão de obra masculina. Nessa perspectiva percebe-se que na história da humanidade sempre houve violação dos direitos infantis, onde a prática de infringir a integridade das crianças afeta suas vidas. Assim (Vírgula) mostra-se relevante pensar no abuso sexual de crianças e adolescentes, uma vez que a vulnerabilidade social e a impunidade configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário. (Melhore a contextualização do tema)
De início é notório destacar, (Sem vírgula) que a população carente deixa seus filhos com familiares ou terceiros para trabalhar. Isso porque a falta de creches e escolas impulsiona que os menores fiquem expostos. Prova disso recai no dado que quase a totalidade dos abusos acontecem dentro de casa, segundo o Ministério dos Direitos Humanos. (Ponto final. Argumentação limitada)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, cabe ressaltar que a falta de justiça para as vítimas, (Sem vírgula) faz com que os criminosos continuem praticando os abusos. Esse contexto envolve a estrutura criminal do país, visto que os menores muitas vezes são desacreditados e os abusadores continuam frequentando o mesmo ambiente que a vítima. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou hoje na impunidade desses crimes. (Argumentação limitada)
(Boa estratégia coesiva) Com objetivo de alterar essa problemática, é dever do Estado brasileiro realizar a conscientização da população, por meio de campanhas que incentivem as denúncias. Outrossim, cabe ao Ministério da Criança promover políticas públicas a partir de uma legislação que puna com rigidez os abusadores. Somente assim adolescentes e crianças poderão ter seus direitos assegurados. (A proposta de intervenção está incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 120 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 160 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 120 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 680 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |