Criança não trabalha, criança dá trabalho
Tema: Trabalho infantil no Brasil
A Revolução Industrial Inglesa, que ocorreu na metade do século XVIII, foi marcada pela exploração da mão de obra infantil. Durante esse período houve o auge da utilização de crianças para o trabalho, em razão do menor custo em comparação a mão de obra masculina. Nessa perspectiva percebe-se que houve violação dos direitos humanos, já que o trabalho infantil afeta o direito de lazer e cultura do menor. Assim mostra-se relevante pensar no uso da mão de obra infantil, uma vez que a carência financeira e a evasão escolar configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário. (Muito bem. Formulou a tese)
De início é notório destacar que a população carente, (Sem vírgula) aceita que seus filhos trabalhem para complemento da renda familiar. Isso porque a carência de renda impulsiona adolescentes e crianças ao mercado de trabalho. Prova disso recai no dado que cerca de 1,758 milhões de menores (Apresente a fonte), (Sem vírgula) estão em situação de trabalho infantil. (Explore mais o argumento)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, cabe ressaltar que (Vírgula) por conta da necessidade de trabalhar, muitos jovens abandonam os estudos. Esse contexto envolve as péssimas condições e as exaustivas horas de trabalho. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou hoje no maior índice de evasão escolar dos últimos anos. (Explore mais o argumento)
(Melhore a estratégia coesiva) Com objetivo de alterar essa situação, é dever do Ministério do Trabalho e Emprego maior vigilância e endurecimento das leis, por meio de uma legislação que puna os responsáveis pela exploração infantil. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação fazer a reintegração de jovens ao ambiente escolar, que tiveram o seu direito seifado pelo trabalho infantil, a partir de políticas públicas que priorizem a educação. Somente assim, as crianças terão o direito de serem crianças. (A proposta está incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 120 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 760 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |