Bullying: um problema sócio-educacional
Tema: Bullying: ‘brincadeirinha’ comum
Desde que a escola foi estabelecida como uma instituição sócio-educativa obrigatória e imprescindível às crianças, os atritos interpessoais entre crianças e jovens foram sendo revelados. Este fato pode ser explicado considerando – se o ambiente escolar um verdadeiro instigante a deduções imediatas de diferenças entre os indivíduos. Em alguns, tais percepções, unidas às mais diversas opiniões sem fundamento concreto, transformam – se em preconceito. Este, quando manifestado de modo agressivo ao outro, converte – se em um grave problema sócio – educacional denominado bullying.
Apesar de ser uma questão antiga, o bullying foi observado e diagnosticado por especialistas há relativamente pouco tempo. Trata – se da prática de intimidação, zombaria ou até mesmo humilhação contra outras pessoas, principalmente em ambiente escolar. Na maioria dos casos, ocorre na infância e adolescência, sendo frequentemente visto como algo comum, o que torna a situação ainda mais traumática.
As conseqüências deste problema, caso não sejam tomadas as atitudes cabíveis, são profundas: a vítima, que costuma padecer em silêncio, corre o risco de sofrer com efeitos traumáticos para si mesmo e cometer atentados contra aqueles que provocaram seu sofrimento.
Para que este quadro possa ser revertido, a solução mais adequada seria aliar uma intensa campanha governamental ao um fortalecimento educacional anti-bullying: a campanha seria um instrumento de instrução e esclarecimento da população, de modo que os pais orientariam melhor seus filhos no intuito de evitar desrespeitos aos próximos; e o fortalecimento educacional contra tais eventuais assédios seria uma forma de defender as vítimas, intensificar a fiscalização, por parte dos funcionários, em estabelecimentos de ensino, repreender ativamente os agressores e principalmente, ensinar a população infanto-juvenil que o respeito ao outro é indispensável para um convívio social de qualidade. Esta seria uma forma de tornar o ambiente escolar um saudável local de formação psico-intelectual e, assim, o bullying seria definitivamente extinto.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |