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De acordo com a Art.144 da Constituição federal de 1988, a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão do aumento da circulação de armas de fogo no Brasil, acompanhado pelo aumento dos índices de homicídios de 2020 em relação a 2019, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O debate a respeito da população armada é antagônico, e deve ser primeiramente esclarecido para um encaminhamento da problemática mais assertivo. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise de fatores como a correlação direta entre armamento e violência e a contraposição deste com a questão da segurança. (Muito bem. Formulou a tese)
Deve-se pontuar, de início, as discrepâncias existentes entre a vinculação do uso de revólver e afins pelo cidadão de bem com a redução da violência e mesmo sensação de segurança (Reestruture). A fronteira do Brasil com o Paraguai, país este onde o acesso à armas é facilitado, ano após ano é noticiado com as maiores taxas de homicídios do país (Melhore a apresentação dessa discussão). Os dados nacionais mais recentes, conforme apresentados, também evidenciam essa relação. Uma hostilidade pode ocasionar outra, e com isto a perpetuação do transtorno não é coibido, podendo até ser estimulado com um mais fácil acesso a instrumentos para violência.
(Boa estratégia coesiva) Paralelamente, é imprescindível entender que se defender-se de um assalto, por exemplo, não significa necessariamente estar seguro, posto que a insegurança não é causada por crimes isolados, mas por uma estrutura que os sustenta. "Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis" - essa frase do filósofo René Descartes, aplicada ao contexto, traz à tona a necessidade de medidas mais concretas para o combate da a violência. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, vários tipos dessa problemática podem ser categorizadas e todos possuem uma mesma premissa - a desigualdade, sendo essa também um dos possíveis contribuintes do crescimento de homicídios recentes, visto as condições de miséria da população agravadas com o aumento do desemprego pela pandemia (Melhore a apresentação dessa discussão). Tal prerrogativa evidencia a urgência de endereçamento de ações que combatam essa causa raiz para solução deste imbróglio.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, medidas devem ser tomadas para melhorar as condições de segurança para a população, por meio do combate a miséria, juntamente com a restrição ao acesso a armas de fogo. Para isso, torna-se necessário que o Estado – agente responsável pela segurança e ordem social - fortaleça e monitore os programas de amparo à redução da miséria, como o bolsa família, e também estimule o crescimento da economia para a geração de empregos, por meio de incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura, a fim de proporcionar redução de miserabilidade que contribuem para o aumento da violência. Paralelamente, é imperioso que o Ministério da Justiça aumente as restrições para porte de armas de fogo. Somente assim será possível garantir o direito de à segurança e bem-estar previstos na belíssima redação de nossa Constituição. (Muito bem. Apresentou todos os elementos da proposta de intervenção)