Armar sem combater o crime, não é a solução!
Tema: O aumento da circulação de armas de fogo no Brasil
Embora o Decreto 9.845 de 2019 estabeleça regras e procedimentos para a aquisição, registro e posse de armas de fogo e de munição, não há políticas suficientes que impeçam a obtenção de armas por meios ilícitos. Por outro lado, o acesso criminoso aos armamentos, (Sem vírgula) torna-se mais fácil, uma vez que existem mais armas em circulação. A divulgação do aumento de homicídios em 2020, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, torna evidente a percepção de que o armamento ilegal está em crescimento. Isso demonstra que, sem que se tenha o cuidado de impedir ações criminosas de maneira eficiente, não há proveito em aumentar a quantidade de armas disponíveis. (Reestruture as discussões iniciais)
(Boa estratégia coesiva) Em primeira análise, existe a ineficiência do Estado em aplicar punições e impedir que ocorra o uso ilícito de armas. Isso pode ser facilmente observado em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, nas quais são utilizados armamentos pesados e o poder de polícia sequer consegue penetrar nesses locais, quanto mais combater. (Argumentação limitada)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, uma maior quantidade de armamento disponível circulando pelo país, torna maior o poder de ação desses indivíduos que se valem de meios criminosos para aquisição e uso do armamento. (Ideias fragmentadas) Pois os cidadãos que possuem os requisitos para a aquisição e o porte legal de armas, (Sem vírgula) não estão isentos de tê-las roubadas pelos que não estão habilitados e têm a intenção de utilizá-las com outros fins, que não são somente a sua proteção pessoal. (Reestruture a discussão apresentada)
(Boa estratégia coesiva) Posto isso, é de extrema importância que os governos estaduais implementem ações mais efetivas de combate ao crime, por meio de treinamento e capacitação das Polícias Federais e Militares, para evitar que ocorra a obtenção ilícita de armas. Deste modo, haverá menor quantidade do emprego de armas de fogo para uso criminoso e, em consequência, será menor a necessidade de seu uso para defesa pessoal. (Muito bem. Apresentou todos os elementos da proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 120 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 800 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |