JXP - As guerras do marco temporal

Tema: Debate sobre o marco temporal

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 20/09/2021
Nota tradicional: 800
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O Humanitismo, filosofia adotada por Quincas Borba, personagem fictício de Machado de Assis, tem a ideia de que só é possível se chegar a paz por meio de guerras. Segundo a concepção do protagonista, é necessário combater a problemática, uma vez que todos deveriam estar em “guerra” contra os óbices do debate sobre o marco temporal, mas o imbróglio permanece por causa do não combate ao falho poder estatal e a ineficiência do sistema educacional. (Muito bem. Contextualizou o tema e formulou a tese) 

(Boa estratégia coesiva) Primeiramente, é notório que as autoridades não tratam o marco temporal como deveriam. Conforme o filósofo Nicolau Maquiavel, na sua obra “O Príncipe”, mesmo as melhores leis são frívolas diante dos costumes gananciosos. Isso é provado pelo não cumprimento do artigo 3° da Constituição federal, que garante moradia a todos, principalmente nativos indígenas. Tais eventos são visíveis (Vírgula) seja pela insuficiência de campanhas públicas, seja pelo pouco espaço destinado ao tema em discussões políticas. Logo, percebe-se que nem mesmo o poder jurídico é capaz de garantir os direitos à população. (Melhore a apresentação da discussão)

(Boa estratégia coesiva) Ademais, é necessário entender que o sistema educacional é outro contribuinte para a continuidade da disputa de terras. No livro “Adeus professor, Adeus professora?”, do escritor José Carlos Libâneo, o autor destaca a importância das escolas buscarem o estímulo do discente não só para o conhecimento técnico-científico, mas também para habilidades socioculturais, como o direito de moradia e preservação de territórios (Melhore a apresentação dessa discussão). Perante ao exposto, pode-se ver que muitas instituições de ensino brasileiras são conteudistas, e pouco ajudam ou quase nada no combate às barreiras do marco temporal (Cuidado ao fazer essa afirmação) e, por conseguinte (Vírgula) não formam cidadãos com autonomia e profissionalismo como Libâneo idealiza.

(Boa estratégia coesiva) Portanto, urge-se urgem medidas para acabar com a contenda em relação aos espaços indígenas. Para tanto, deve o Ministério Público garantir a ordem judiciária à defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis, como é garantido de acordo com o artigo 127 da “Carta Magna”, cobrar do Estado a parceria com plataformas midiáticas, nas quais propagandas de apelo emocional, por meio de depoimento de vítimas da perda de território nativo, deverão buscar a conscientização acerca da sua vivenda. Além disso, é essencial evoluir o complexo pedagógico, baseando-se no fomento à preservação de florestas e matas, mediante palestras e debates sobre temas socioculturais. Assim, as guerras do Humanitismo serão efetivas e farão uma sociedade unida. (A proposta de intervenção está incompleta) 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 160 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 120 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 160 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 800 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos