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Em 1988, foi criada a Constituição federal do Brasil, que garantiu aos povos indígenas o direito e a demarcação de terras por eles tradicionalmente ocupadas. Porém, nos dias atuais, vê-se que esse assunto vem sendo muito debatido, através da votação da tese do “marco temporal” pelo STF (Desenvolva a sigla). A partir dessa tese, é compreensível a discordância para com ela, assim como a concordância. (Melhore a contextualização do tema e formule a tese)
(Boa estratégia coesiva) Primeiramente, a tese do “marco temporal” defende que as únicas terras que os povos indígenas podem reivindicar são aquelas ocupadas por eles na data da criação da Constituição. Analisando essa tese (Vírgula) podemos refletir sobre a insatisfação dos povos indígenas para com ela, devido ao fato de eles já estarem nessas terras antes de quaisquer outros povos, e por defenderem que possuem o direito a elas. Dessa forma, é notório a sua discordância visto que na data da criação da Constituição Federal, (Sem vírgula) vários povos indígenas poderiam não estar presentes em suas terras devido a incidentes. (Reestruture e explore as discussões com mais produtividade)
(Boa estratégia coesiva) Além disso, fica evidente que algumas instituições são totalmente a favor do “marco temporal” devido ao pensamento de que os indígenas irão ocupar as terras que quiserem. Porém, esse pensamento é extremamente errôneo, visto que os índios não podem ocupar quaisquer terras, pois, (Sem vírgula) a Fundação Nacional do Índio é responsável por permitir ou não a demarcação de terras por eles, através de estudos para saber se a terra em questão é ou não indígena. Com isso (Vírgula) vê-se que é um direito do índio ter acesso apenas à terra indígena. (Reestruture as discussões apresentadas)
(Boa estratégia coesiva) Infere-se, portanto, que o Estado, juntamente com a Funai, pesquise quais terras são indígenas e permitam a demarcação somente nessas terras. Tais pesquisas devem ocorrer por meio do estudo do passado do Brasil. Além disso, isso deve ser feito como uma forma de nos redimirmos aos índios pela violência causada a eles no passado, a fim de garantir a sua sobrevivência e manter a sua cultura viva. (A proposta de intervenção está incompleta)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
120 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
120 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
720
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |