Tema: Bullying: ‘brincadeirinha’ comum
Natal, 23 de abril de 2011
Vossa Excelentíssima Maria do Rosário Nunes,
Venho através desta carta exigir e propor melhorias para atual situação caótica que se encontra a educação brasileira. A cada ano que se passa o comportamento dos brasileirinhos surpreende cada vez mais a nossa sociedade, fruto de várias administrações falhas que insistem em transformar a nossa educação em dados estáticos que não coincidem com a realidade, a fim de obter uma imagem melhor do Brasil, porém só piora com esses falsos indicadores.
A ausência de aulas por falta de professores, por falta de estrutura, dentre outras desculpas do governo, deixam os nossos alunos ociosos no ambiente escolar e os levam à prática da violência escolar, que agora é nomeada bullying. Esse ato tão chocante, mas que está mais próximo do que se imagina, só é dado a divida importância quando se toma enormes dimensões como foi o caso da escola em Realengo, quando uma vítima de bullying resolveu matar 12 crianças dentro das salas de aula, dando resposta ao seu sofrimento de forma errônea.
Com a presente estrutura familiar que temos, fica cada vez mais difícil a identificação, por parte dos pais, de uma criança que sofre repressão, empurrões, apelidos, o bullying. Mas o ponto de partida tem que vim mesmo da base de nossas crianças, a família. Essa identificação tem que ser feita pelos pais, tanto dos agressores, quanto das vítimas, pois o comportamento de ambos tem peculiaridades que devem ser levados em conta para uma solução imediata.
Quando há uma carência na família, cabe a escola estar atenta a esses detalhes, individualmente, com os alunos, e é fundamental que se construa uma escola que não se restrinja a ensinar apenas o conteúdo programático, mas também onde se eduquem as crianças e adolescentes para a prática de uma cidadania justa. A punição legal ainda é a única alternativa para as instituições que não cumprem o seu papel, portanto isso deve ser levado a rigor quando a situação tiver que ir para âmbito judicial.
Contudo, a falta de informação dos pais em não conseguir entender seus filhos, o medo das vítimas, a falta de estrutura das escolas fazem com que algo tão fácil se torne tão complicado e com dimensões trágicas. Portanto, cabe ao governo investimentos em campanhas educativas nas escolas; a conscientização por meio da televisão, rádio, internet para toda a sociedade; o acesso fácil dessas vítimas à assistência médica e judicial; sendo assim, um trabalho conjunto entre autoridades, professores, pais, alunos com um único objetivo: por fim a essas brincadeiras mascaradas em forma de bullying.
Sou mãe de uma das milhares de vítimas de bullying deste país, e conseguir chegar a tais conclusões por meio de conversas com outras mães e vítimas e venho em nome delas fazer esse apelo a vossa excelência.
Atenciosamente,
R. N.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |