Antes da Colonização - VI

Tema: Debate sobre o marco temporal

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 10/09/2021
Nota tradicional: 880
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A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê (Vírgula) em seu artigo 6º, o direito à moradia como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o marco temporal de terras indígenas, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro. (Formule a tese com mais clareza) 

(Boa estratégia coesiva) Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a violência imposta sobre os povos indígenas a respeito de suas propriedades. Neste sentido, os autóctones vêm sofrendo opressões por conta de suas terras a  anos, sendo o marco temporal a deslegitimação de sua cultura, história e crença, por meio de uma ação completamente incoerente com a realidade. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança, a moradia e a sua religiosidade, o que infelizmente é evidente no país. (Reestruture e explore com mais produtividade) 

(Boa estratégia coesiva) Ademais, é fundamental apontar o interesse da bancada ruralista (Vírgula) a fim de obter vantagens próprias, como impulsionador do marco temporal no Brasil. Segundo a história, os indígenas habitam as regiões brasileiras antes mesmo de sua colonização, tornando a contagem de tempo insignificante para os originários e vantajosa para proprietários rurais e para cidades economicamente ativas. Diante de tal exposto (Vírgula) a bancada ruralista une forças para a retirada de grupos indígenas através da lei, em que poderão usufruir e, (Sem vírgula) até mesmo destruir, (Sem vírgula) tais terras. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. (Boa discussão)

​​​​​​​(Boa estratégia coesiva) Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Estado, por intermédio de um consenso entre os indígenas e proprietários rurais, crie uma lei com o propósito de regularizar as terras, sem que haja contagem de tempo - demarcando as propriedades utilizadas por tribos indígenas e garantindo a não violação de seus limites – a fim de garantir aos nativos a sua permanência em territórios de importância cultural, religiosa e de estabilidade para esses povos. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa a respeito das terras de nossos povos originários, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke. (Muito bem. Apresentou a proposta de intervenção)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 160 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 160 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 880 Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos