Marco temporal
Tema: Debate sobre o marco temporal
O marco temporal defende a tese de que os povos indígenas teriam direito sob as terras ocupadas até a data da promulgação da Constituição de 1988. O debate é levantado em um cenário de disputas judiciais entre ruralistas e indígenas (Vírgula) e evidencia a problemática da divisão das terras brasileiras, na qual os povos indígenas, após 521 anos da colonização portuguesa (Vírgula) ainda não têm o seu direito à terra garantido. O marco temporal ignora a luta indígena (Use sinônimos) e revela a ausência de medidas efetivas para a garantia dos direitos desse povo.
(Boa estratégia coesiva) Inicialmente (Vírgula) cabe ressaltar que o marco temporal resume e limita a história indígena em uma data. Porém, a trajetória do povo originário do Brasil é atemporal e subjetiva. Devido a sua cultura e contexto social, os indígenas não tiveram voz no período da colonização, sofreram desapropriações, violência e estavam sujeitos a barganhas diversas. Não existem registros suficientes para comprovar com exatidão as áreas de ocupação indígena desde o seu princípio. Além do mais, a limitação a uma data inibe a análise do contexto subjetivo de cada povo e pode suprimir os seus direitos. (Reestruture)
(Boa estratégia coesiva) Outro ponto a ser ressaltado é a ausência de soluções definitivas para a demarcação das terras indígenas. Cinco séculos após a colonização e esse povo que já residia nas terras brasileiras ainda não tem garantia sobre o seu espaço legal e enfrenta constantes disputas de terras frente a extrativistas e ruralistas. O marco temporal mostra mais uma vez que a resposta tardia a essa temática tende a contribuir para a supressão dos direitos dos indígenas, sendo mais uma demonstração de cancelamento da história, cultura e da presença desse povo no país. (Reestruture e explore as discussões com mais produtividade)
(Boa estratégia coesiva) Diante do exposto, cabe ao Supremo Tribunal Federal defender o direito originário dos indígenas à terra diante da proposta do marco temporal. Além disso, é necessário que a Funai (Desenvolva a sigla) e os povos indígenas atuem fortemente no sentido de garantir legalmente (Vírgula) de modo definitivo (Vírgula) a área que pertence a eles por direito originário. (A proposta de intervenção está incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 160 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 800 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |