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Tema: Debate sobre o marco temporal

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 10/09/2021
Nota tradicional: 760
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Desde o descobrimento do Brasil, os povos indígenas e os “homens brancos” disputam constantemente por território. No início, os povos indígenas muitas vezes eram derrotados; porém, ao longo do tempo, conquistaram diversos direitos, especialmente com a Constituição federal de 1988. Em contrapartida, esses benefícios concedidos aos nativos gerou (e ainda gera) incansáveis debates acerca do assunto; (Vírgula) o mais recente sendo a respeito do “marco temporal”. Desse modo, faz-se necessário analisar as consequências de uma possível aprovação do projeto: desrespeito à cultura indígena e maior vulnerabilidade desses povos. (A contextualização do tema pode melhorar) 

(Reveja a estratégia coesiva) Diante dessa situação, é pertinente ressaltar que a aprovação da proposta incentivaria o desprezo à cultura nativa do país. Isso porque esses povos utilizam-se de algumas áreas específicas para conectarem-se se conectarem com seus antepassados e para realizarem seus rituais. Em paralelo, caso eles tenham ocupado certo pedaço de terra após a promulgação da Constituição de 1988, irão perdê-la. Logo, isso implicará em grande ofensa e descaso. (Reestruture)

(Boa estratégia coesiva) Ademais, a efetivação do “marco temporal” também os deixariam mais vulneráveis. Sabe-se que, com a urbanização brasileira, povos originários precisaram se adaptar à a terras que facilitam o acesso a serviços importantes. Porém, com a nova proposta, correm o risco de perdê-las, visto que podem ter as conquistado depois da data em questão (5 de outubro de 1988); (Vírgula) ficando, dessa maneira, carentes de serviços de qualidade como saúde, educação e segurança. (Reestruture e explore com mais produtividade)

(Boa estratégia coesiva) Portanto, a fim de evitar os problemas apresentados (desrespeito à cultura e vulnerabilidade dos povos indígenas), cabe aos membros do Supremo Tribunal federal (STF) ouvir os protestos e manifestações dos povos nativos e defendê-los, votando contra o “marco temporal”. (Proposta de intervenção incompleta)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 160 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 120 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 120 Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 760 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos