O Marco temporal ;-;
Tema: Debate sobre o marco temporal
Antes da chegada dos colonizadores em 1500, as terras brasileiras já eram ocupadas pelos índios, que para benesse da metrópole portuguesa foram escravizados e perderam seu espaço. Hodiernamente, esse grupo minoritário vive em áreas demarcadas (Cuidado ao generalizar. Reveja essa informação) que estão ameaçadas pelo interesse elitista. Observa-se um problema que tem como causas a priorização de interesses financeiros e a desvalorização indígena. (A contextualização do tema pode melhorar)
(Boa estratégia coesiva) Primeiramente, a lógica capitalista é um desafio presente no problema. Segundo Karl Marx, "O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a". Sua tese comprova-se correta, visto que, (Sem vírgula) o marco temporal vai privatizar e comercializar algumas áreas demarcadas. Com isso, os interesses da bancada ruralista serão priorizados e os índios que habitam esse espaço, (Sem vírgula) terão de abandoná-lo. (Reestruture. Abordagem limitada))
(Boa estratégia coesiva) Ademais, o desprezo pelos índios é um entrave que tange ao problema. Hannah Arendt diz que "a essência dos direitos humanos é o direito a ter direito". Entretanto, sua premissa não se aplica a realidade indígena, visto que, (Sem vírgula) não podem comprovar formalmente que as terras que habitam são suas por direito. Logo, ao tomar as terras demarcadas, consequências drásticas vão acometer o país, como o desmatamento e o inchaço dos centros urbanos com a migração dessa comunidade (Explore mais esse argumento).
(Boa estratégia coesiva) Sendo assim, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Justiça, por meio da Funai (Desenvolva a sigla), deve assegurar os direitos indígenas, mediante um projeto de lei que proíba a tomada de terras, evitando assim a degradação ambiental e o aumento do número de vulneráveis. Espera-se (Vírgula) assim, priorizar os direitos humanos e fazer valer a tese da Hannah Arendt. (A proposta de intervenção está incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 160 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 800 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |