Marco temporal e suas consequências
Tema: Debate sobre o marco temporal
Desde a chegada dos europeus no Brasil, há séculos, povos indígenas precisam lutar por direitos em terras que originalmente eram suas. No contexto atual, esses povos ainda precisam disputar e proteger suas terras, que para eles representam importante significado histórico e cultural, de fazendeiros e empresários, que procuram (Vírgula) a todo custo, explorar e desgastar a natureza brasileira. O debate sobre o marco temporal, projeto que pode dificultar a distribuição de propriedades indígenas, torna-se urgente pelas consequências que o mesmo (Use quando houver ideia de igualdade) pode afligir à todo o país. (Formule a tese com mais clareza)
(Boa estratégia coesiva) À vista disso, sabe-se que a disputa entre indígenas e ruralistas se estende há anos, causando destruição e mortes em massa, principalmente de índios. Ainda que a Constituição brasileira assegure aos indígenas diversos direitos, inclusive o de manterem suas terras, modo de vida e tradições, agricultores que almejam a exploração desses territórios insistem na interpretação errônea do Artigo 231, afirmando que novas terras só podem ser demarcadas para nativos que estavam sob a propriedade em disputa em 1988, o que exclui nações nômades e pode inviabilizar a reinvindicação social e cultural dos povos naturais. (Explore mais a discussão)
(Boa estratégia coesiva) Outrossim, se o projeto do marco temporal for reconhecido no plenário do Supremo Tribunal Federal, a demarcação de terras estará mais próxima do favorecimento, especialmente, à de produtores rurais, o que poderia agravar também a situação ambiental do país, considerando que o desmatamento, as emissões de gases-estufa e a contaminação de águas e solos, (Sem vírgula) são alguns dos impactos causados pela produção agrícola. Isto posto, é importante parafrasear a situação com a fala do cacique Cirilo, da aldeia Mbya Guarani: "A terra é nossa vida, a terra é nossa mãe, que foi agredida pelos não-indígenas que só querem fazer dinheiro e não pensam pela vida...". (Reestruture e explore com mais produtividade)
(Boa estratégia coesiva) Infere-se, portanto, que é necessário que o Poder Legislativo promova a fiscalização e a criação de projetos de lei que efetivem a distribuição justa de terras nacionais, não excluindo povos nativos que são constantemente violados no país. Esses projetos deverão ser votados visando cessar o extermínio de indígenas na luta por suas terras, assim como proteger a fauna e flora brasileira de explorações contínuas do setor agrícola. Dessa forma, será possível amenizar os problemas das disputas de territórios indígenas e suas consequências no país. (A proposta de intervenção está incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 160 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 120 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 760 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |