O direito indígena à terra

Tema: Debate sobre o marco temporal

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 01/09/2021
Nota tradicional: 800
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No dia 5 de outubro (Vírgula) de 1988, foi promulgada a Constituição federal brasileira, que, dentre tantas garantias, reconhecia aos povos indígenas o direito originário às terras que ocupavam. Atualmente, entretanto, esse privilégio está sendo contestado por parlamentares e defensores do agronegócio sob a tese do "marco temporal", cuja deliberação representa uma grande ameaça à integridade dos nativos. Nesse contexto, é importante analisar as alegações ruralistas e os riscos à vida indígena como elementos conflitantes dessa ação. (Muito bem. Contextualizou o tema e formulou a tese)

(Boa estratégia coesiva) Em primeiro plano, destaca-se a insegurança jurídica como argumento principal em relação a demarcação de terras aborígenes. Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a falta de normas objetivas capazes de regulamentar a criação de terras indígenas e indenizar adequadamente o proprietário pode prejudicar a economia agrícola. Todavia, ao observar-se a imensa disparidade na concentração territorial entre agricultores e indígenas, fica claro quem realmente sofre com a vulnerabilidade jurídica (Melhore a apresentação dessa ideia). Devido à inadimplência estatal acerca da proteção dos nativos, a invasão de proprietários rurais às terras desses povos torna-se recorrente, sem qualquer ressarcimento por parte do governo. (Melhore a apresentação da discussão)

​​​​​​​(Boa estratégia coesiva) Por conseguinte, a execução do marco temporal será determinante para uma possível extinção dos povoados originários. De acordo com a tese, a demarcação de terras só poderia ser solicitada caso as tribos residissem na região antes da promulgação da Constituição de 1988. Dessa forma, quaisquer povos indígenas que vieram a se instalar-se em territórios após esse período ou foram expulsos anteriormente, (Sem vírgula) não têm direito sob essas terras. Sendo assim, muitos indígenas seriam forçados a abandonar seus lares e, consequentemente, perderiam seus meios de subsistência, o que ocasionaria o lento desaparecimento da cultura nativa brasileira. (Melhore a apresentação dessa discussão)

​​​​​​​(Boa estratégia coesiva) Portanto, diante o problema apresentado, faz-se inadiável a execução de medidas estratégicas capazes de desestimular o marco temporal. Para tal, é papel do Estado promover a regulamentação apropriada da demarcação de terras indígenas e proteger tais territórios contra invasões, por meio de alterações legislativas e apoio militar, a fim de que haja plena segurança tanto aos proprietários rurais quanto aos povos originários. Somente assim, preservando o preciosíssimo direito indígena à terra. (A proposta de intervenção está incompleta) 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 200 Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3 120 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 120 Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 800 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos