Tema: Bullying: ‘brincadeirinha’ comum
Para acabar com o bullying nas escolas é preciso ensinar as crianças e adolescentes a prática de uma cidadania justa e, assim, mostrar que a tolerância é um pilar indispensável para a paz. Além do mais, para isso ser factível, é necessário envolver toda a comunidade escolar.
A sociedade contemporânea está diante de um desafio: conseguir livrar as escolas do bullying, ou seja, de uma violência travestida de “brincadeinhas”, na qual, produz baixa auto- estima, depressão, suicídio e até algumas tragédias. No mês de abril de 2011, um ex-aluno, Wellington Meneses da Silveira, da Escola Municipal Tasso da Silveira, Realengo, no Rio de Janeiro entrou na escola e matou 12 crianças e feriu várias outras. Segundo relatam alguns ex-colegas do autor, ele quando estudava no colégio era alvo das brincadeiras dos outros colegas.
Embora a causa que motivou o massacre de Realengo tenha outros fatores que devem ser considerados, o bullying que o Wellington sofreu na época escolar pode ter forte influencia no caso. Contudo, o mais importante é que a sociedade despertou para a gravidade do problema, buscando alternativas para evitar o sofrimento das vítimas desse mal e, impedir novos acontecimentos funestos. Dessa forma, é difícil chegar a uma solução que não implique em uma mudança do modelo de ensino. Diferentemente do que é realizado até então, a escola deve ter como um dos seus principais objetivos, ensinar práticas de cidadanias que levem os educando a uma vivencia mais equitativa e o respeito aos “diferentes”, visando fazer do ambiente de ensino um local de paz e, por conseguinte, seguro.
Outro fator relevante é a compreensão que a solução do problema não é de atribuição somente dos docentes, pois a saída está em conjugar esforços com os pais, a fim de encontrar as causas e, assim implantar um trabalho preventivo contínuo, aliado também a imposição de limites e de exemplos aos discentes.
Portanto, percebe-se que o fim do bullying é possível, desde que seja tratado com uma questão ampla envolvendo todos os agentes da educação: pais, professores, funcionários das escolas e alunos. Dessa maneira, estará se evitando sofrimentos e contribuindo para fazer do ambiente escolar um local tranqüilo e proveitoso, como é almejado por todos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |