N.A PARTO HUMANIZADO: UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA?

Tema: Parto humanizado: uma questão de saúde pública?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 20/07/2021
Nota tradicional: 760
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Em “Cidadania Obscena”, o filósofo Mario Sergio Cortella (Vírgula) em conjunto com o comunicador Marcelo Tas, disserta acerca da inefetividade do conjunto de direitos e deveres individuais, garantido por instituições justas, o que se caracteriza, segundo os autores, como uma cidadania precária e não ética. Diante do pressuposto, o Brasil hodierno sofre as mesmas conotações no que diz respeito ao fraturado direito à proteção e saúde do indivíduo, visto que partos desumanizados permanecem sendo um grande impasse no país. Com efeito, hão de ser analisadas as causas que corroboram esse grave cenário: a violência obstétrica e a medicalização do procedimento. (Muito bem. Contextualizou o tema e formulou a tese)

(Boa estratégia coesiva) É indubitável, nesse contexto, que a ausência de profissionalismo e cuidado de profissionais da saúde com a mulher durante o parto influi decisivamente na consolidação do problema. Diante disso, o documentário “Renascimento do Parto”, (Sem vírgula) aborda as inúmeras intervenções traumáticas e desnecessárias que as mães são sujeitadas durante o nascimento de seus filhos. É perceptível, então, que fora das telas o cenário permanece o mesmo, visto que a violência sofrida durante um momento extremamente especial e esperado pelas grávidas, lamentavelmente, permeia-se, fator que faz com que a experiência se torne traumática e assustadora para a mulher, que em nenhum momento é escutada e respeitada. Logo, é inaceitável que, em um dos momentos mais delicados para diversas famílias, os profissionais não estejam capacitados a fazer da mulher protagonista e não violentada. (Delimite as discussões) 

(Boa estratégia coesiva) Ademais, ressalte-se que a medicalização do procedimento também se apresenta como um entrave no que tange a questão do processo de nascimento de uma criança. Nesse sentido, é lícito salientar que o Brasil é o segundo país que mais realiza cesáreas do  no mundo, com mais de 55% dos partos sendo regidos dessa forma, segundo o portal PEBMED (Desenvolva a sigla), fator que ultrapassa de forma agravante o que Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda. Assim sendo, o número alarmante deve-se à medicalização extrema a que o parto – antes realizado de forma natural, tendo a mulher e o bebê como as figuras principais – sofreu, o que fez com que o procedimento tenha se tornado hostil e tenha entregue, ao passar do tempo, prioridade ao médico e às suas vontades, tornando aqueles que deveriam ser os personagens principais em coadjuvantes. (Melhore a apresentação das discussões)

(Boa estratégia coesiva) Portanto, o Ministério da Saúde – no exercício do seu papel social – (Muito bem. Apresentou o agente) deve, com urgência, estabelecer uma fiscalização concreta e efetiva dos partos (Muito bem. Apresentou a ação), por meio de profissionais capacitados, como enfermeiros ou psicólogos, que acompanharão as mães antes e depois do nascimento de seus filhos e irão exercer o papel de escutar e explanar as suas reais vontades ao longo do processo (Muito bem. Apresentou o meio), a fim de torná-lo seguro e especial. Outrossim, medidas para a redução da taxa de cesáreas realizadas são fundamentais, (Ponto final) Logo, a mídia pode, de forma posicionada, divulgar as diversas situações hostis a que mulheres foram expostas, através de reportagens e postagens nas redes interativas, com o relato das próprias mães, a fim de sensibilizar a população com a causa. Talvez, assim, os direitos institucionais sejam, de fato, exercidos. (A proposta de intervenção está incompleta) 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 160 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 160 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 120 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 160 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 160 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 760 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos