Parto Humanizado: Uma Questão de Saúde Pública?
Tema: Parto humanizado: uma questão de saúde pública?
“Com Dor Darás à Luz: Retrato da Violência” (Vírgula) de Thais S. B. Macedo (Vírgula) demonstra que o tipo mais comum de violência contra mulher, e o mais ignorado, é a obstetrícia. Muitas vezes as gestantes não têm o direito de decidir como seu filho vem ao mundo, partos cesáreos são logo indicados, mas nem sempre as mulheres podem escolher por ele. (Reestruture as discussões iniciais e formule a tese)
(Melhore a estratégia coesiva) Por que tantos médicos desrespeitam suas pacientes? O parto é um momento lindo, único e íntimo, e precisa de todos os cuidados necessários para que não haja complicações futuras para a mãe e seu bebê (Evite esse tipo de construção. Reformule). Ocasionam-se muitas vantagens ao optar pela humanização do parto: o bebê nasce mais calmo, é criado um laço afetivo maior entre mãe e filho, tem menos risco de depressão pós-parto e existe menos risco de infecção para o bebê, já que logo depois do nascimento ocorre a primeira mamada, em que ele ingere o colosto. (Reestruture as discussões apresentadas)
(Melhore a estratégia coesiva) O projeto de lei que tramita em âmbito nacional (PLS 3.947/2019), (Sem vírgula) garante a escolha entre parto normal ou cesárea no SUS (Sem vírgula), pela gestante, mas não garante que o médico responsável respeite todas as decisões da paciente. Portanto, o parto humanizado é uma questão de saúde pública (Vírgula) pois todas as mulheres merecem respeito, cuidado com a vida do bebê e sua própria vida, merecem respeito como qualquer outro paciente. (Argumentação limitada)
(Melhore a estratégia coesiva) Sendo assim, pode-se concluir que a falta de autonomia da mulher sobre seu próprio parto é evidente e urge por uma solução. Portanto, é responsabilidade do Ministério da Saúde (Muito bem. Apresentou o agente) em parceria com o Ministério da Mulher,(Sem vírgula) proporem um projeto de lei em que se visa a importância da autonomia da mulher diante de suas decisões sobre o parto. (A proposta de intervenção está incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 160 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 120 | Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 120 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 160 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 120 | Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 680 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |