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Segundo a Constituição federal brasileira, de 1988 (CF 1988), todos os cidadãos são iguais perante a lei. Entretanto, o que se observa, na prática, é a divergência de tal preceito do documento, uma vez que o preconceito contra os povos de origem asiática é uma nefasta realidade que incita a violência e a exclusão social no país. Nesse sentido, fatores históricos que rotulam orientais como inimigos, bem como o racismo institucional são fatores que reforçam essa problemática. (Muito bem. Contextualizou o tema e formulou a tese)
(Boa estratégia coesiva) Em primeira análise, cabe ressaltar que construções históricas são ferramentas poderosas para a criação de realidades e que, muitas vezes (Vírgula) podem ser violentas. Comprova-se isso com o chamado “Perigo Amarelo”, termo cunhado pelos Estados Unidos, no pós-guerra, para rotular os japoneses como os principais inimigos das nações. Nesse ínterim, cidadãos de origem asiática sofrem com a xenofobia e a dura repressão, sendo passíveis, até mesmo, de morte, inclusive nos dias atuais, o que é inaceitável em pleno século XXI. Assim, a exclusão social e a violência contra a população nipônica se tornam um preconceito legitimado por raízes históricas que se faz presente até os dias atuais. (Delimite e explore com mais produtividade)
(Boa estratégia coesiva) Além disso, o racismo institucional, propalado por representantes de Estado, reforça o preconceito amarelo. Um exemplo disso pôde ser visto, recentemente, com a postura do parlamentar Eduardo Bolsonaro que, em suas redes sociais, divulgou ódio contra os chineses no contexto da pandemia de Coronavírus. Como consequência, a onda de fake news acerca da origem do vírus ganhou força no país e fez com que os asiáticos fossem alvo de discursos de ódio, o que é vergonhoso diante de tantas evidências científicas que desmentem as correlações feitas. Desse modo, é incontestável que a fala racista de membros que representam as grandes instituições moldam o comportamento social. (Melhore a apresentação da discussão)
(Boa estratégia coesiva) Diante do exposto, fica evidente que o passado não pode ser moldado, mas que medidas, no presente, são necessárias para atenuar a problemática. Cabe, portanto, ao Ministério da Educação se responsabilizar (Muito bem. Apresentou o agente) pela instrução populacional acerca das culturas orientais. Isso pode ser feito por meio de aulas ministradas nas escolas de ensino básico que versem sobre a formação e os costumes dos povos amarelos, a fim aumentar a instrução populacional e minimizar o preconceito social contra essa população. Tal medida pode incluir depoimentos de cidadãos nipobrasileiros com relatos e experiências de xenofobia que sofreram. Desta maneira, espera-se garantir a equidade de direitos, conforme assegura a CF de 1988.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
200 |
Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
160 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
880
|
Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |