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Na telenovela “Malhação: viva a diferença”, é apresentada a personagem Tina, uma estudante de descendência asiática que sofre constantemente com estereótipos populares, devido a sua etnia. Nesse sentido, é possível observar que a ficção se aproxima da realidade brasileira, visto que a sociedade persiste em propagar a ignorância e o desconhecimento em frente às diferentes etnias. Infere-se, portanto, que infelizmente a xenofobia contra pessoas amarelas ainda persiste na atualidade. (Formule a tese com mais clareza)
(Boa estratégia coesiva) A priori, o ódio disseminado contra os asiáticos não são é atual, mas se agravou exponencialmente após a pandemia do Covid-19. Entretanto, apesar da doença ter se disseminado na Europa e nos Estados Unidos, a imagem dos chineses continua sendo associada ao vírus. De acordo com o site Carta Capital, até o começo de abril de 2020, os Estados Unidos haviam registrado mais de 1.100 denúncias de racismo contra asiático-americanos. Segundo o site supracitado, as denúncias no Brasil mantêm-se na média global. (Explore mais as discussões)
(Boa estratégia coesiva) Congruente à jornalista Flávia Gasi: “Não é o coronavírus que traz estigma a pessoas asiáticas, é nosso tratamento a elas que revela o estigma e o racismo que sempre tivemos. O coronavírus é só uma maneira débil e bizarra que usamos para tentar legitimar nossos preconceitos”. Assim, é possível compreender que a xenofobia e o preconceito contra os asiáticos sempre existiram, mas estavam velados. Ademais, apesar da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter confirmado que o vírus não se originou na China, a sociedade expressa seu preconceito contra amarelos perversamente. (Abordagem superficial do tema)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. De modo democrático e congruente à Constituição de 1988, o governo federal e o Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) devem (Muito bem. Apresentou o agente) garantir que a Lei n° 7.716, responsável pela asseguração de direitos sobre vítimas de preconceito, seja cumprida, através de denúncias realizadas nas mídias sociais do Ibrachina (Desenvolva a sigla) e nas delegacias. Outrossim, alternativamente, é necessário que as competências supracitadas divulguem, em escolas e meios de comunicação, a relevância da representatividade e que os asiáticos não são um vírus. Espera-se com essas medidas um Brasil respeitoso às diversidades e um país onde pessoas amarelas sintam-se acolhidas.
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
160 |
Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
200 |
Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
880
|
Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.
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Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |