Bullying: Uma barbárie que necessita de limites
Tema: Bullying: ‘brincadeirinha’ comum
As barbáries cometidas em decorrência do “bullying” atualmente têm se tornado algo corriqueiro nos noticiários, cada vez mais surgem casos que têm com vilão indireto a prática do “bullying”. Com frequência a mídia tem noticiado casos bárbaros em que pessoas que sofreram “bullying” deixam de ser vítimas para se tornarem agressores e ao fim mártires. Quem nunca ligou a televisão ou abriu um jornal e viu estampado em suas páginas casos como o de Edmar de 18 anos que em 2003 entrou na escola onde estudava portando um revólver que descarregou contra seus agressores ferindo 9 pessoas e depois se suicidando; ou o caso do estudante coreano Cho Seung-hui de 23 anos que em 2007 entrou numa universidade dos EUA disparando contra os alunos matando 30 pessoas e se suicidando em seguida; ou ainda mais recentemente o caso de Wellington o atirador de Realengo- RJ que desferiu tiros em alunos da escola municipal onde anteriormente estudou matando 12 pessoas e se matando em seguida, porque supostamente sofrera “bullying” quando estudou ali.
Todas essas barbáries têm como peça chave principal a prática do “bullying”, que não é só uma “brincadeirinha” de mau gosto praticada nas escolas, mas que muitas vezes se arrastam até seus lares quando parentes criticam o estilo de vida do outro. Quantas pessoas não já sofreram ou sofre “bullying”.
Porém, ter sofrido “bullying” não justifica barbáries como essas, mas provoca muitas dessas ações. Quantas pessoas não são praticantes de “bullying” e indiretamente criaram monstros como esses e podem ser consideradas tão responsáveis quanto eles por tamanha barbaridade.
Por isso é tão imprescindível e de extrema importância o papel da escola, da família, da sociedade e dos governantes em reprimirem essas “brincadeiras” com punições contra seus praticantes. Enquanto não se tomar consciência de que essas brincadeiras destroem a vida de muitas pessoas, surgirão muitos Edmares, Chos, Wellingtons e tantos outros que cansados dos abusos passam a revidar as agressões sofridas mesmo em inocentes, deixando lacunas em muitas famílias, lacunas que nunca mais poderão ser preenchidas.
É por isso que não se pode falar em desarmamento sem primeiro, reprimir a prática do “bullying”, pois muitas vezes agressões verbais causam mais marcas do que agressões físicas e tornam pessoas antes vítimas em bárbaros que destroem a si e aos outros.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 6 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |