O "brincar" que, ao outro, humilha
Tema: Bullying: ‘brincadeirinha’ comum
“Baleia”, “palito”, “carvãozinho”, “quatro-olhos”, “queixada”, “morango sardento”... São tantos os apelidos maldosos colocados por coleguinhas uns nos outros, que fica até impossível enumerá-los. Infelizmente, essa deplorável prática, denominada em inglês pela expressão “bullying”, a muitos atormenta - em sua maioria crianças e adolescentes. Por meio de noticiários, ou vídeos de agressões divulgados na internet, fica evidente o alastre da situação e a necessidade de soluções.
É preciso que autoridades, dirigentes escolares e pais reajam, seja por meio de programas de incentivo à tolerância, orientação a discentes, debates na sociedade, protestos e passeatas, seja por reconciliações entre zombadores e afetados, sem delongas. Somente com intervenções eficazes às práticas se chegará ao desenlace do problema.
Ademais, a escola, um lugar de extrema importância à formação de um indivíduo, adquire lembranças negativas na mente daqueles que sofreram tamanho atentado. O meio escolar não pode, em hipótese e tempo alguns, compactuar com tal prática. Isso faria com que a instituição social mudasse todo o seu significado didático, passaria a adquirir um teor complacente, de tolerância à situação. Lastimável.
Pais, também, devem ficar atentos às mudanças abruptas no comportamento de seus filhos. Tanto o comportamento de agressores, como o comportamento dos agredidos, deixa rastros, sinais que indicam anormalidades. Papais e mamães não podem, em nenhuma circunstância, atribuí-los caráter de brincadeira, ou algo próprio da idade. Se a criança que degrada a outra não for repreendida, tornará- se um adulto inconsequente, não preocupado com o mal que pode causar ao seu próximo.
Faz-se necessário lembrar que, em algumas ocasiões, o atacante talvez não tenha consciência dos motivos pelo qual realiza aquelas “brincadeiras”, assim como dos malefícios que causa às suas vítimas. Quando identificados transtornos psíquicos no agressor, o tratamento correto, com o acompanhamento de psiquiatras e psicólogos, é de vital importância. Essa medida salutar contribuiria significativamente para a diminuição dos atentados.
Gordo, magro, negro, usuário de óculos, com queixo em protuberância ou algumas sardas proeminentes, toda pessoa, segundo a Declaração dos Direitos Humanos, deve ser tratada com respeitabilidade e livre de preconceitos. Por mais difícil e trabalhoso que possa parecer, resolver o problema da intolerância entre infantes e púberes é, sem dúvidas, uma via de acesso a um mundo mais honesto, justo e igualitário. Humilhar o próximo, jamais!
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |