A origem do problema
Tema: Bullying: ‘brincadeirinha’ comum
O bullying é um problema comum a estudantes de todas as faixas etárias e círculos sociais. Anteriormente visto como algo corriqueiro, hoje é visto como uma grave e destrutiva forma de violência. Apesar da atenção voltada para o assunto, pouco se discute sobre as origens de tal comportamento.
Atos como dar apelidos ou fazer brincadeiras visando a inferiorizar os colegas podem parecer banais aos adultos, já adaptados à feroz sociedade em que estão inseridos, mas quando enfrentados por alguém cuja personalidade ainda está em formação, atingem uma escala muito maior. Várias tragédias causadas pelo bullying, e exaustivamente exploradas pela mídia, contribuíram para que o grande público compreenda a dimensão do problema. Apesar disso, o debate em torno do tema ainda é inócuo e pouco objetivo. Como exposto, por exemplo, por Raul Pompéia em ''O Ateneu'', a escola pode ser considerada uma ''mini-sociedade'', apresentando em maior ou menor escala as principais características da sociedade em que vivemos. O Brasil atual ainda está muito distante do Brasil descrito por Gilberto Freyre, o preconceito e a discriminação ainda são constantes, mesmo que muitas vezes camuflados. Educados desde cedo no princípio do maquiavelismo, as crianças aprendem a menosprezar e a inferiorizar os outros, para assim se colocarem acima destes.
Antes de tudo, deve-se acabar com a resistência da sociedade em enxergar o óbvio: o problema é fruto apenas da selvageria cultivada por nós próprios. Logo, conclui-se que a medida mais eficaz para combater o bullying é transmitir valores menos agressivos e destrutivos às crianças, ensinando que subir na vida é sim importante, mas tão importante quanto é respeitar aqueles pelos quais você passa na sua trajetória.
CUIDADO! VISANDO INFERIORIZAR
REVISE QUANDO UTILIZAR A CRASE
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |