Violência acidental?
Tema: Violência: lado a lado com o trânsito
O que seria apenas mais uma manifestação nas ruas de Porto Alegre, em prol da redução do número de automóveis e da popularização da bicicleta, tornou-se uma tragédia e exemplo claro de quão caótica é a situação da violência no trânsito brasileiro.
O bancário Ricardo Neis, causador do atropelamento em massa que deixou doze manifestantes feridos, surpreende pelo grau de futilidade e selvageria demonstrados, presentes em boa parcela humana, infelizmente. O homem civilizado, que tem suas ações intimamente relacionadas com toda a sociedade, vive sob leis e possui a capacidade de raciocínio lógico e auto-controle, porém cada vez mais estamos permitindo o retrocesso à condição de barbárie.
Se nos aprofundarmos em busca dos motivos de tal manifestação de brutalidade, seremos levados a diversas raízes que somam aspectos culturais, educacionais, humanos e políticos. Conhecendo-se bem a qualidade do sistema punitivo brasileiro, que deixa a desejar em diversas esferas criminais, somos levados a uma falsa sensação de poder e ausência de fronteiras.
Conhecemos também a qualidade do ensino em auto-escolas que pecam pela ilusão de que um condutor, somente põe em prática no trânsito a mecanicidade adquirida. Há que se levar em conta os aspectos dos impulsos humanos e moldá-los; o auto-controle é a base para se conduzir adequadamente um automóvel.
Porém nada justifica essa ilusão de superioridade e irresponsabilidade com o próximo, manifestada por tal cidadão. Não somos ingênuos e ignorantes a ponto de não raciocinarmos em situações adversas.
Se sai-se atropelando pessoas ao bel-prazer, sem haver consideração das consequências, substituir automóveis por bicicletas visando aos benefícios ambientais e corporais, a longo prazo, soa como uma utopia. Soluçao há para tudo, porém é de fundamental importância haver disposição e mudanças palpáveis.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |