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O tema da sexualização da criança e do adolescente é delicado, porém é necessário que seja frequentemente discutido pela sociedade. O incentivo à sexualização apresenta diversos riscos para a proteção e desenvolvimento do menor, ainda assim a infantilização do adolescente é uma solução questionável. É a busca da identificação, proteção e respeito da etapa do amadurecimento do indivíduo que deve ser defendida. (Reestruture as discussões iniciais e formule a tese)
(Melhore a estratégia coesiva) Filmes, clipes musicais e mesmo alguns concursos de beleza adultificam a imagem de crianças, principalmente das meninas, e incentivam o comportamento adulto precoce. Uma das causas que pode ser apontada para a aceitação desse tipo de comportamento é o fato do papel da mulher na sociedade ainda ser muito relacionado à sensualidade e à frequente objetificação da mulher. A atriz mirim, Bruna Marquesini, é um exemplo disso ao ter sido direcionada a atuar em papeis sensuais logo após completar dezoito anos. (Abordagem superficial)
(Boa estratégia coesiva) Por outro lado, pais preocupados com a hipersensualização de seus filhos podem tentar infantilizar adolescentes que precisam passar uma etapa de descobrimento natural da sexualidade. Nesse caso, problemas de insegurança, dificuldade de aceitação de orientação sexual e baixa autoestima podem ser causados pela superproteção e o pudor dos pais. A exemplo disso, especialistas apontam a infantilização da youtuber adolescente do canal "Bel para meninas" como parte do tratamento abusivo de seus pais, tendo a menina apresentado sinais de insegurança e insatisfação em seus vídeos. (Abordagem superficial do tema)
(Melhore a estratégia coesiva) A hipersensualização de menores, (Sem vírgula) provocada pela exposição a conteúdo midiático inadequado, incentivo do meio social ou dos pais, e a infantilização de adolescentes, imposta por crenças, superproteção ou pudor, são igualmente danosas para o desenvolvimento físico e mental das crianças e adolescentes. Assim sendo, pais, professores, autoridades e a sociedade em geral têm a responsabilidade de combater os fatores que provocam esses comportamentos no tratamento e exposição de menores. (Não apresentou a proposta de intervenção propriamente dita)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
200 |
Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência. |
| Competência 2 |
120 |
Nível 3 - Desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
120 |
Nível 3 - Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
120 |
Nível 3 - Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
680
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |