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Desde que as redes sociais foi tomando espaço na vida contemporânea surgiram as diferentes maneiras de usá-la a favor do bem comum ou do bem pessoal. Dessa forma, a cultura do cancelamento foi inicialmente proposta com o intuito de dar visibilidade a causas importantes, e de expor comportamentos e falas abusivas com o intuito de erradicá-las. Entretanto há a preocupação que o uso mal interpretado dessa ferramenta possa ser um perigo para a sociedade. (Formule a tese)
(Boa estratégia coesiva) Primeiramente, é perceptível que o verdadeiro sentido desse fenômeno tem sido mal interpretado levando as pessoas a proferir discurso de ódio, e
se posicionar diretamente contra os agressores, ao passo que a ação é esquecida impossibilitando a mudança social e agravando os problemas de violência. Paralelamente a isso, de acordo com a filósofa Hannah Arendt a “banalidade do mal” consiste na ideia que o pior mal é aquele que passa despercebido, ou seja, como algo comum. (A discussão precisa ser mais explorada)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, na obra “Falso Espelho” (Vírgula) da escritora americana Jia Tolentino, é explorado a relação entre nós e a era virtual. Reduzido a tela tecnológica a sociedade está cada vez mais a buscar aprovação virtual que real (Melhore a apresentação dessa discussão). Dessa forma, tem crescido a fama do cancelamento nas redes sociais ao passo que para se sentir aprovado o indivíduo tende a apoiar o cancelamento sem se inteirar sobre determinada pauta, já que muita vezes ocorre do episódio ter sido fruto de um mal entendido. (Explore mais as discussões. A abordagem está superficial)
(Boa estratégia coesiva) Diante do que foi mencionado, é necessário que seja implementado medidas para que a sociedade não entre em colapso. Portanto, cabe ao governo federal (Muito bem. Apresentou o agente), por meio de campanhas e palestras nos meios de comunicação (Vírgula) alertar e reeducar a população no que diz respeito a cultura do cancelamento. Ademais, o ser humano deve sim usar a sua capacidade de livre arbítrio para compartilhar e opinar nas redes sociais, contudo, tal pessoa deve-se se posicionar de maneira consciente diante do exposto. (A proposta de intervenção está incompleta)
Correção tradicional
| Critério |
Nota |
Observações |
| Competência 1 |
160 |
Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 |
160 |
Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 |
120 |
Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 |
200 |
Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 |
160 |
Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final |
800
|
A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |