REDES SOCIAIS E A CULTURA DO CANCELAMENTO

Tema: A cultura do cancelamento nas redes sociais

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 02/11/2020
Nota tradicional: 920
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Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso no século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere a cultura do cancelamento, diretamente relacionada com as redes sociais e a ética. Nesse contexto, o tema é um desafio no Brasil, e persiste devido, (Sem vírgula) não somente ao individualismo nos discursos de ódio, mas também a questões socioculturais. (Muito bem. Fez a contextualização do tema e formulou a tese)

(Boa estratégia coesiva) Em primeira análise, o individualismo mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Na obra "Modernidade Líquida", Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é vigorosamente influenciada pelo egoísmo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange a cultura do cancelamento (Explore mais essa discussão). Essa liquidez que influi sobre a questão das redes sociais funciona como um forte empecilho para sua resolução.

(Boa estratégia coesiva) Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da lenta mudança na mentalidade social. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível notar que a questão da cultura do cancelamento é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa. (Explore mais o argumento)

(Boa estratégia coesiva) Com isso, torna-se necessária uma intervenção pontual no problema. Então, é preciso que o Ministério da Educação (Muito bem. Apresentou o agente), em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil e as prefeituras, desenvolva "workshops" e oficinas educativas em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Além disso, podem ser disponibilizadas atividades práticas, como dinâmicas, dramatizações e jogos, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que a empatia seja uma prática presente nas redes sociais. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: "Em mim, eu vejo o outro". (Muito bem. Apresentou a proposta de intervenção)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Competência 2 200 Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3 120 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 200 Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 920 Excelente trabalho! A redação está dentro dos padrões de excelência do ENEM, apresentando uma argumentação clara e bem fundamentada, além de uma linguagem adequada e rica em recursos. Parabéns pela conquista!

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos