´´Let her run``:uma luta feminina no esporte
Tema: "Let Her Run": uma mulher tem que provar que é realmente mulher?
Antes de competições esportivas, é comum que os atletas sejam submetidos a exames antidoping, (Sem vírgula) que, por sua vez, constatam qualquer alteração hormonal que possa dar algum tipo de ´´vantagem`` àquele(a) competidor(a). No ano de 2019, um diagnóstico revelou que a atleta sul-africana Caster Semenya continha níveis elevados de testosterona em seu sangue. Por conseguinte, caso a mesma quisesse voltar a disputar as competições de atletismo, teria que se submeter a ingerir medicamentos que diminuem as taxas deste hormônio no corpo. (Não formulou a tese)
(Melhore a estratégia coesiva) A partir disso, surgiu o movimento ´´ Let her run``(em português:´´deixe ela correr`´) que busca fortalecer a luta feminina no esporte e se opor à prática de testes que possam, porventura, desestabilizar psicolo- gicamente psicologicamente estas atletas. Fato é que esse tipo de testagem é realizado somente em mulheres, o que pode acabar soando de forma discriminatória, ainda que o aumento na resistência dos músculos e da circulação sanguínea, em razão de um maior nível de testosterona, seja cientificamente compro- vado comprovado. (Abordagem superficial do tema)
(Melhore a estratégia coesiva) Simone Biles, em sua conta do Twiter, mostrou-se completamente adepta ao movimento ao escrever: ´´ mais uma vez homens tendo o controle sobre o corpo das mulheres. Estou cansada`´ ". Vale lembrar que a ginasta americana, detentora de vinte e vinco medalhas em mundiais, sendo dezenove de ouro, convive diariamente com situações deste caráter, estando ela submetida, com frequência, a exames do tipo. (Abordagem superficial)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, uma escolha viável seria que os comitês organizadores dos torneios (Muito bem. Apresentou o agente) tenham mais cuidado para não acabar agindo contra a integridade física e moral das competidoras, a fim de que casos como o de Semenya sejam prevenidos. Além disso, também é válido, por parte dos mesmos, que haja mais clareza nos regulamentos, fazendo com que distúrbios hormonais não voltem a prejudicar a carreira de tais profissionais. (A proposta de intervenção está incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 100 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 150 | Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 700 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |