Redação 22 - Let her run: uma mulher tem que provar que é realmente mulher?

Tema: "Let Her Run": uma mulher tem que provar que é realmente mulher?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 07/10/2020
Nota tradicional: 750
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“Um corpo com mais androgênio tem vantagem de desempenho”. Foi o que disse Aaron Baggish, médico, ao se referir à competições de atletismo. É um fato científico, sim. Contudo, obrigar uma mulher a comprovar que é mulher, para assim permitir sua entrada em provas de atletismo, é uma atitude deplorável, e é o que aconteceu com Semenya, atleta sul-africana. Nota-se, dessa forma, um problema, cujo se respalda na discriminação e em uma visão deturpada no tocante à igualdade de condições. (Muito bem. Apresentou a tese)

(Boa estratégia coesiva) Primeiramente, é importante salientar que há, sim, discriminação por parte da Federação Internacional de Atletismo (FIA), e ela ocorre com atletas do sexo feminino cujo sofrem de transtorno de desenvolvimento sexual. No caso de Semenya, não foi apenas ela a mulher tratada de forma diferente, mas foi por conta dela (Melhore a apresentação dessa discussão). De acordo com a BBC, a decisão de aplicar exames para verificar o sexo dos indivíduos se restringiu apenas às modalidades em que Semenya se destacava. Por certo ela foi o alvo dessa medida da FIA e, portanto, foi discriminada. (Argumentação limitada)
 

(Boa estratégia coesiva) Ademais, uma visão deturpada da FIA no que fiz respeito à igualdade de condições se faz presente. Segundo Aristóteles, filósofo da antiguidade, a verdade é encontrada a partir das evidências. Em relação ao caso de Semenya, a evidência é o fato dela ser punida por ter traços biológicos diferentes, e a verdade é que ela teve sua capacidade máxima reduzida para, supostamente, deixá-la de igual para igual com outras participantes. Entretanto, não há igualdade de condições se um dos envolvidos tem seu potencial reduzido. Desse modo, percebe-se que a visão da FIA em relação a isso deve mudar. (Argumentação limitada)

(Boa estratégia coesiva) Em suma, uma mulher ter que provar que é mulher é, de fato, um óbice. Integrantes da sociedade ─ como a imprensa e os defensores da causa de Semenya ─ (Muito bem. Apresentou o agente) devem pressionar a FIA com o intuito de fazê-la parar com os exames e com a aplicação de remédios redutores de testosterona. Essa pressão seria realizada por meio de redes sociais como o Twitter, por exemplo. Sendo assim, haveria maior igualdade de condições em competições de atletismo e nenhuma mulher precisaria comprovar ser mulher. (A proposta de intervenção está incompleta)

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 100 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 750 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos