Redação 22 - Let her run: uma mulher tem que provar que é realmente mulher?
Tema: "Let Her Run": uma mulher tem que provar que é realmente mulher?
“Um corpo com mais androgênio tem vantagem de desempenho”. Foi o que disse Aaron Baggish, médico, ao se referir à competições de atletismo. É um fato científico, sim. Contudo, obrigar uma mulher a comprovar que é mulher, para assim permitir sua entrada em provas de atletismo, é uma atitude deplorável, e é o que aconteceu com Semenya, atleta sul-africana. Nota-se, dessa forma, um problema, cujo se respalda na discriminação e em uma visão deturpada no tocante à igualdade de condições. (Muito bem. Apresentou a tese)
(Boa estratégia coesiva) Primeiramente, é importante salientar que há, sim, discriminação por parte da Federação Internacional de Atletismo (FIA), e ela ocorre com atletas do sexo feminino cujo sofrem de transtorno de desenvolvimento sexual. No caso de Semenya, não foi apenas ela a mulher tratada de forma diferente, mas foi por conta dela (Melhore a apresentação dessa discussão). De acordo com a BBC, a decisão de aplicar exames para verificar o sexo dos indivíduos se restringiu apenas às modalidades em que Semenya se destacava. Por certo ela foi o alvo dessa medida da FIA e, portanto, foi discriminada. (Argumentação limitada)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, uma visão deturpada da FIA no que fiz respeito à igualdade de condições se faz presente. Segundo Aristóteles, filósofo da antiguidade, a verdade é encontrada a partir das evidências. Em relação ao caso de Semenya, a evidência é o fato dela ser punida por ter traços biológicos diferentes, e a verdade é que ela teve sua capacidade máxima reduzida para, supostamente, deixá-la de igual para igual com outras participantes. Entretanto, não há igualdade de condições se um dos envolvidos tem seu potencial reduzido. Desse modo, percebe-se que a visão da FIA em relação a isso deve mudar. (Argumentação limitada)
(Boa estratégia coesiva) Em suma, uma mulher ter que provar que é mulher é, de fato, um óbice. Integrantes da sociedade ─ como a imprensa e os defensores da causa de Semenya ─ (Muito bem. Apresentou o agente) devem pressionar a FIA com o intuito de fazê-la parar com os exames e com a aplicação de remédios redutores de testosterona. Essa pressão seria realizada por meio de redes sociais como o Twitter, por exemplo. Sendo assim, haveria maior igualdade de condições em competições de atletismo e nenhuma mulher precisaria comprovar ser mulher. (A proposta de intervenção está incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 100 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |