Let Her Run

Tema: "Let Her Run": uma mulher tem que provar que é realmente mulher?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 05/10/2020
Nota tradicional: 850
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O esporte é um mecanismo de contribuição a ascensão, mobilidade e inclusão aos cidadãos, construindo valores morais ao indivíduo e à sociedade. Sob essa perspectiva, “Let Her Run” é uma campanha voltada ao fim dos exames abusivos para a determinar se uma mulher é realmente mulher. Nesse sentido, cabe a reflexão dessa problemática motivada pela grande desigualdade e discriminação de gênero (Muito bem. Apresentou a tese) que perdura até os dias de hoje. (Melhore a contextualização do tema)

(Boa estratégia coesiva) Em primeira análise, vale ressaltar que apenas as mulheres são obrigadas a realizar os testes de verificação pela IFFA - Associação Internacional das Federações de Atletismo. Embora, de acordo com o conceito de Isonomia firmado tanto na Constituição federal nacional quanto na internacional seja defendido que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Dessa maneira, fica claro que a desigualdade de gênero persiste há passos largos (Vírgula) haja vista que é sustentada por uma política machista e estrutural. (Explore o argumento com mais produtividade)

(Boa estratégia coesiva) Ademais, essa descriminação pode afetar a vida profissional e pessoal dessas atletas. Um exemplo disso foi o que aconteceu com a corredora Caster Semenya, que foi banida dos jogos olímpicos após apresentar testosterona além do permitido, visto que suas características eram inatas, sem o uso de substâncias. Ou seja, Semenya, (Sem vírgula) é um exemplo de várias outras atletas que perderam sua participação em grandes jogos por um simples padrão que reforça os estereótipos do sexo feminino. (O argumento precisa ser mais explorado)

(Boa estratégia coesiva) Portanto, é necessário que a igualdade e a inclusão inerente ao esporte e aos cidadãos se façam presentes como direito. A IAAF deveria (Boa. Apresentou o agente)  reformular suas regras já que os parâmetros da testosterona não são amparados pela comunidade científica, abrindo então um espaço para as mulheres que possuem um tipo de testosterona inato e acima do “aceitável”, incentivando a prática do esporte para todos e a não desclassificação automática das mulheres. Dessa forma, a cultura estruturalmente machista seria mais uma vez combatida.

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 200 Nível 5 - Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 150 Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 200 Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 850 Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos