A persistência do abuso de poder.
Tema: Abuso de autoridade no Brasil
De acordo com o filósofo francês Barão de Montesquieu, “todos os homens com poder são tentados a abusar”. Esse pensamento permite estabelecer um paralelo com a sociedade contemporânea, haja vista os frequentes casos de abuso de autoridade no Brasil. Tais casos ocorrem, principalmente, devido à insuficiência legislativa e à lacuna educacional. (Muito bem. Fromulou a tese. No entanto, sugiro que melhore a contextualização do tema)
(Boa estratégia coesiva) Em primeira análise, a falta de leis eficientes vigentes é responsável pela persistência do problema. Nesse viés, o filósofo John Locke diz que “as leis se fizeram para os homens e não para as leis” (Melhore a apresentação dessa ideia). Ou seja, apesar da criação de leis que, em teoria, se aplicam ao abuso de poder, a efetividade é falha, visto que a situação ainda persiste no cenário atual. (Abordagem limitada)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, a educação ineficiente é outra causa para a mazela. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base uma falha educacional. No que tange ao abuso de autoridade, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola vem se mostrando ineficaz em estimular a ética (Reestruture e melhore a apresentação dessa discussão), responsável pelos princípios que orientam o comportamento humano, dos indivíduos. (Abordagem superficial do tema)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, cabe ao Ministério da Educação-órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro- (Muito bem. Apresentou e fez o detalhamento do agente) incitar os princípios morais da população, por meio das aulas semanais de filosofia e sociologia. Nessas aulas os professores devem promover debates acerca do assunto, a fim de que a ética esteja aquém dos interesses individuais dos cidadãos. Faz-se necessário, também, que o Estado (Boa. Apresentou outro agente) amplie e fortaleça suas leis destinadas ao combate dessa prática. Assim, a ideia de Montesquieu sobre homens com poder poderá finalmente ser refutada.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 100 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |