Não ao autoritarismo
Tema: Abuso de autoridade no Brasil
Platão, filósofo da Antiguidade Grega afirmou: “Onde houver justiça, aí está a felicidade”. No entanto, aquilo que o pensador pregava não é cumprido na contemporaneidade, uma vez que o abuso de autoridade no Brasil é um entrave para o bem comum. Sendo assim, a inoperância governamental e a insuficiência legislativa (Boa. Formulou a tese) configuram-se como as causas latentes da questão, à medida que implica em uma resolução efetiva no país. (Boa. Contextualizou o tema)
(Boa estratégia coesiva) Primeiramente, é válido ressaltar que a passividade do Governo acarreta a persistência da problemática nacional. De acordo com uma notícia de maio de 2020, a má conduta de um militar que pisou no pescoço de uma senhora negra enquanto fazia uma abordagem ganhou repercussão nas mídias (Melhore a apresentação dessa discussão), porém ele somente foi afastado de seu cargo. Nesse sentido, é fato a tamanha ineficiência estatal, já que deveria coibir a prática do uso em excesso de poder dos agentes públicos. Desse modo, uma urgente mudança faz-se importante. (Argumentação superficial. Reestruture as discussões)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, é relevante salientar que a ausente legislação, não oferecendo uma justa punição (Vírgula) contribui na perpetuação do quadro negativo atual. Segundo o pensador iluminista, John Locke: “As leis foram feitas para os homens e não para as leis”. Nesse contexto, evidentemente, a falta de atuação legislativa prejudica a segurança dos cidadãos que se tornam vítimas dos abusadores de poderio, que permanecem impunes. Enfim, a elaboração de uma solução é cabível no Brasil. (Argumentação limitada)
(Boa estratégia coesiva) Portanto, uma intervenção faz-se necessária para mitigar o problema. Dessa forma, urge ao Poder Executivo (Boa. Apresenta o agente), juntamente ao Poder Legislativo (Vírgula) criar e executar uma lei direcionada aos servidores do Estado. Por meio do Conselho Nacional de Justiça, proibindo o pagamento de salários aos infratores da lei, como policiais, desembargadores, magistrados e outros, a fim de priorizar a segurança dos brasileiros e de extinguir o abuso de autoridade, bem como concretizar o ideal platônico no território nacional democrático. (A proposta de intervenção não está completa)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 800 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |