Privatização do saneamento básico
Tema: Privatização do saneamento básico
A pior forma de desigualdade é fazer duas coisas (Reveja a seleção lexical) diferentes parecerem a mesma, famosa citação do filósofo grego Aristóteles. Nesse sentido, no cenário brasileiro a privatização e a democratização do saneamento basico são duas realidades distintas, sendo a privatização uma possível problemática para a população de baixa renda. A falta de cuidado no que tange a saúde pública e o fornecimento de água potável, (Sem vírgula) acarretarão em uma desproporção na qualidade vital desta parcela de cidadãos. (Boa. Contextualiza o tema e formula a tese)
(Boa estratégia coesiva) Em primeiro plano é importante ressaltar a origem da consolidação do saneamento básico no Brasil, foi na segunda metade do século XIX, por conta da coroa portuguesa. Aos poucos foi-se percebendo a necessidade de ofertar serviços de insalubridade. Atualmente, o saneamento básico é um direito garantido pela Constituição de 1988, logo seria praticamente impossível atender ao povo por completo e de maneira igualitária se fosse privatizado, visto que as empresas privadas procurarão o lucro e não estarão interessadas na saúde. (Recorte limitado do tema)
(Boa estratégia coesiva) Outro ponto relevante a destacar seria que nos dias de hoje cerca de 57 milhões de brasileiros não possuem residência com acesso a rede de esgoto e 24 milhões não têm água encanada, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). Frente a isso, no país faz-se necessário a universalização ao saneamento básico, e não a privatização. (Argumentação limitada)
(Boa estratégia coesiva) Fica clara, portanto, a necessidade do Estado (Boa. Apresenta o agente) de fazer investimentos por meio do Ministério da Saúde (Vírgula) a fim de que possa ser assegurado abranger a todos o saneamento básico. Ademais, cabe a todos brasileiros espalharem a importância da não privatização do saneamento básico, mediante a rodas de conversa, palestras e etc. A partir destas ações, é de se esperar que a desigualdade, citada anteriormente por Aristóteles, no que se refere ao saneamento, não aconteça, e as pessoas possam usufruir do mesmo direito igualmente.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 100 | Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 750 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |