O novo marco da Lei 11.485

Tema: Privatização do saneamento básico

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 10/08/2020
Nota tradicional: 700
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Neste momento de pandemia fica evidente o quanto os serviços de saneamento básico são essenciais à vida das pessoas. E, apesar de sua garantia como direito humano, a universalização do acesso à água tratada ainda é um entrave na sociedade atual. Nesse sentido, a privatização desse serviço ganha destaqueno  destaque no Brasil, evidenciando um cenário de maior preocupação social, uma vez que um bem universal se tornará manobra de econômicos. (Não formulou a tese)

(Boa estratégia coesiva) Primeiramente, cabe ressaltar que seguindo a lógica capitalista de Adam Smith que visa ao lucro máximo, com a privatização do saneamento básico, as regiões que já vivem em uma realidade excludente seguirão negligenciadas. Um exemplo disso é a cidade de Manaus, na região Norte, que nas mãos no poder privado, há mais de 20 anos, possui apenas 12,5% de cobertura de esgoto e desses, (Sem vírgula) apenas 30% é tratado, conforme noticiado no Uol Notícias (Vírgula) em julho de 2020.Dessa forma, fica claro que o Novo Marco da Lei 11.485, que prevê a privatização do saneamento básico no país, a fim de garantir o acesso ao saneamento a todos até 2033, não vem para atender os anseios da maioria da população e sim aos interesses grandes empresas. (Argumentação limitada)

(Boa estratégia coesiva) Além disso,a decisão de privatizar tal serviço em países subdesenvolvidos é uma lógica mal fundamentada que não leva em consideração os altíssimos investimentos em infraestrutura.Uma prova de como a iniciativa privada não dá conta da universalização pode ser visto no artigo publicado no jornal eletrônico "Outras Palavras", em julho de 2020, em que revela que mais de 250 cidades da Europa e dos Estados Unidos reestatizarem o serviço. Desse modo, é evidente que a desestatização não garante a universalização do acesso ao saneamento em países em desenvolvimento em que imperam a desigualdade econômica e social. (Desenvolvimento superficial)

(Boa estratégia coesiva) Dessa maneira, visando ao avanço coletivo é preciso que a realidade atual brasileira seja repensada. Urge, portanto, que o Estado (Boa. Apresenta o agente) detenha o controle da participação de empresas privadas no setor de saneamento. Isso pode ser feito por meio da fiscalização e planejamento, que se encontrarão previstos em contratos de parceria público privado (PPP), a fim de que seja possível a universalização do acesso à água tratada e, consequentemente, à saúde a todos os cidadãos, conforme assegura a Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

Correção tradicional

Critério Nota Observações
Competência 1 150 Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita.
Competência 2 150 Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.
Competência 3 100 Nível 3 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 150 Nível 4 - Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
Competência 5 150 Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota final 700 A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias.

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos