Matando dois coelhos com uma cajadada só

Tema: Violência: lado a lado com o trânsito

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 12/03/2011
Nota tradicional: 7.5
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Imagine-se na seguinte situação: fim de mais um dia de trabalho, você está cansado, a temperatura não é das melhores, um verdadeiro mormaço. Quando você para no semáforo, o motorista do automóvel que está à sua frente esquece as sinaleiras acessas. Paulatinamente, uma incômoda dor de cabeça, devido à infringência do colega de trânsito, começa a lhe perturbar. Quem não se estressaria nesse caso?

São por motivos como este que motoristas “com a cabeça quente” cometem certas atrocidades, partindo para a violência moral ou física, sem saber se o companheiro de trânsito tem conhecimento do erro que está cometendo. Embora inúmeros automobilistas executem certas atitudes apenas para provocar os demais, outros acabam sendo vítimas inocentes dos “estressadinhos”. Como acabar com isso? As políticas públicas existentes recomendam resolver esses problemas com base num diálogo. Porém, qual o motorista que após receber um “aperto” de outros automóveis, levar uma “batida” na lataria de seu carro novo, ouvir chingamentos de toda a espécie dos outros motoristas, resolverá isso com uma conversação? Existem, mas são raros os indivíduos que conseguem solucionar o problema desta forma. Já a maioria opta por resolver na base na violência, seja ela verbal ou através de danos físicos.

Seria responsabilidade do governo? A superpopulação de automóveis contribui para esses eventos tão indesejados no cenário do trânsito? A resposta para essas duas indagações seria sim. O governo brasileiro poderia criar políticas eficientes de fiscalização para evitar que houvesse brigas no trânsito. De que forma? Implantando pontos policiais nos trechos mais movimentados das rodovias do território brasileiro. Desta maneira, dois problemas sociais do Brasil seriam amenizados: a violência no trânsito e o desemprego, já que iria ser necessário um número significativo de policiais para fazer a fiscalização, e para suprir essa demanda, novos agentes iriam ser contratados.

No Brasil existe cerca de 65 milhões de automóveis em circulação. Algo que, inegavelmente, contribui com a violência no trânsito, pois quanto mais carros existir, maiores são as chances de haver possíveis desentendimentos entre motoristas. Esse número não só favorece com o “stress” dos dirigentes de automóveis, como também facilita a formação de engarrafamentos, um problema muito comum nas grandes metrópoles brasileiras. E são nesses casos que acontecem as “querelas” entre colegas de direção, uma vez que ficar preso em um engarrafamento acaba gerando um stress nos motoristas, ainda mais naqueles que tem compromissos agendados. Além desses dois fatores ocasionados pela frota brasileira de automóveis, há também a inquestionável contribuição para o agravamento do efeito estufa, pois a fumaça emitida pelos carros é altamente prejudicial para a saúde do planeta Terra.

Por fim, colocaremos na prática essas medidas para ver, de fato, se elas adiantariam: tomemos como exemplo o caso do gaúcho que atropelou os ciclistas no dia 25 de fevereiro. Se existissem pontos policiais próximo do local do acidente, eles ao menos poderiam informar se o atropelador realizou a atitude por legítima defesa ou não, e talvez até evitar que ocorresse o episódio. Afinal, o que mais de 100 ciclistas estariam fazendo no trânsito? Um manifesto para que a população utilize bicicletas no trânsito? Sejamos realistas, é impossível substituir o automóvel pela bicicleta, pois mesmo ela sendo um meio de transporte ecologicamente correto e saudável para o ser humano, ela apresenta suas limitações. Por exemplo, como um funcionário que deve vestir-se com terno iria se deslocar de casa até o serviço usando a bicicleta?

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos