Acesso ao saneamento básico: o cenário atual não e bom.
Tema: Privatização do saneamento básico
A Constituição Federal de 1988 assegura a todos os indivíduos o acesso ao saneamento básico. No entanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que esse direito, indispensável para a saúde da população, é precário em zonas rurais e periféricas. Assim, uma possível privatização do saneamento básico restringirá ainda mais a saúde no Brasil. Isso ocorre devido a má distribuição de renda e a negligência governamental. (Boa. Contextualiza o tema e formula a tese)
(Boa estratégia coesiva) Em primeira análise, a desigualdade de renda corrobora para a elitizacão do acesso ao saneamento. Segundo a ONU (Desenvolva a sigla), o Brasil está em segundo lugar em concentração de renda nas mãos de poucos (Melhore a apresentação dessa ideia). Visto isso, fica claro que privatizar tal serviço agravará a desigualdade social e o tornará ainda mais restrito, uma vez que, nas mãos de empresas privadas, os impostos crescerão cada vez mais e a população carente não terá condições de arcar com as despesas.
(Boa estratégia coesiva) Além disso, é irrefutável o descaso governamental na resolução do problema. De acordo com o SNIS 2017 (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), o Brasil tem 48% da população sem coleta de esgoto, esse dado mostra como a gestão brasileira é ineficaz na democratização de serviços essenciais. Mas privatizar não solucionará o problema do povo, apenas beneficiará a geração de lucro, e sacrificar a saúde a qualquer outra vantagem é o maior erro do homem (Evite construções clichês), assim como afirmava Arthur Schopenhauer. (Discussões pertinentes, no entanto precisam ser delimitadas e mais exploradas)
(Boa estratégia coesiva) Entende-se, portanto, a necessidade em democratizar o saneamento básico. Para tanto, o Estado (Boa. Apresenta o agente), através do Ministério da Saúde, deve expandir o alcance dos serviços de esgoto, de água, de coleta de lixo e limpeza pública para zonas rurais e periféricas com o auxílio da prefeitura de cada região, onde os prefeitos devem fornecer um relatório sobre a atual situação para que possa ser analisada e redirecionar as verbas governamentais para a resolução do problema (Vírgula) a fim de popularizar o acesso ao saneamento básico. Assim, a população verá o direito constitucional como uma realidade próxima.
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 200 | Nível 5 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 850 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |