Privatização do saneamento básico
Tema: Privatização do saneamento básico
O artigo 5º, da Constituição Federal de 1988, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, hoje, no Brasil, essa perspectiva não se verifica na questão da privatização do saneamento básico (Melhore a apresentação dessa discussão). Nesse sentido, o problema acontece em virtude de falhas legislativas e de faltas de investimentos. (Boa. Apresenta a tese)
(Boa estratégia coesiva) Deve-se pontuar, de início, a insuficiência da legislação presente na problemática. De acordo com John Locke, "As leis fizeram-se para os homens e não para as leis". Ou seja, ao ser criada, é preciso que uma lei atue na vida das pessoas de uma sociedade (Vírgula) a fim de melhorá-la. Contrariamente, no Brasil, o respaldo político necessário para solucionar a questão da privatização do saneamento básico não é encontrado, influindo sobre o tema e funcionando como um grave empecilho para sua resolução. (Argumentação limitada)
(Boa estratégia coesiva) Além disso, percebe-se como causa a falta de investimento. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos (Boa. Apresenta dados). De forma análoga, percebe-se esse problema em relação à privatização do saneamento básico, o investimento público para que essa realidade seja erradicada é precário, posto que, de acordo com o SNIS - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento - menos de 50% do esgoto no Brasil é tratado corretamente.
(Boa estratégia coesiva) Portanto, é necessário que as famílias solicitem ao poder público o cumprimento do direito constitucional de proteção a vítimas do problema, por meio de cartas de reclamações coletivas, (Sem vírgula) a serem entregues na prefeitura, contendo relatos de famílias da cidade que sofrem com o saneamento básico precário, a fim de (Diversifique os conectivos) reverter a situação e fazer com que o direito pleno dos cidadãos seja uma realidade no Brasil do século XXI. (A proposta está incompleta)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 150 | Nível 4 - Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 800 | A redação está dentro do esperado para o ENEM, com pontos positivos a serem destacados. Há uma boa argumentação e coesão no texto, mas ainda é possível aprimorar a estruturação e a clareza das ideias. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |