Saneamento básico no Brasil
Tema: Privatização do saneamento básico
A Constituição brasileira de 1988 garante os direitos básicos e inalienáveis à população, por isso ficou conhecida como Constituição Cidadã. Entretanto, ao analisar a privatização do saneamento básico, percebe-se que, na realidade brasileira, os ideais da Carta Magna não são cumpridos, e procura-se entender como a postura do governo e a crescente urbanização corroboram para potencializar o problema. (Não formulou a tese)
(Boa estratégia coesiva) Sob esse viés, é lícito postular a postura do governo como impulsionadora desse revés. Nesse contexto, o filósofo Thomas Hobbes afirma que "a função do Estado é garantir o bem-estar social". No entanto, na prática, nota-se o oposto dos ideais de Hobbes, uma vez que o Estado não investe em projetos que solucionem a problemática (Cuidado com esse tipo de afirmação), de modo a contribuir para o aparecimento de doenças, afetando a saúde da sociedade. (Explore mais as discussões)
(Boa estratégia coesiva) Ademais, outro fator a ser salientado é a crescente urbanização. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4,5 bilhões de pessoas não têm acesso a uma coleta de esgoto. Nesse sentido, vê-se que esse alto número se deve ao fato de que a crescente urbanização não foi acompanhada por uma infraestrutura, o que gerou a exclusão social das zonas periféricas, que não tiveram um planejamento adequado de saneamento. (Argumento pertinente, no entanto foi desenvolvido de modo limitado)
(Boa estratégia coesiva) Logo, constata-se que o saneamento básico é um tema relevante e que carece de soluções. Portanto, o Governo Federal (Boa. Apresenta o agente), como instância máxima da administração executiva (Boa. Faz o detalhamento do agente), deve ampliar a rede de coleta de esgotos e de acesso à água potável, abrangendo as comunidades carentes, por meio de um plano de melhora na infraestrutura das cidades, a fim de conter o avanço de doenças e para que todos os cidadãos tenham acesso a um saneamento básico de qualidade. Tal medida visa combater o impasse de forma precisa e democrática. (Excelente! Apresentou a proposta de intervenção)
Correção tradicional
| Critério | Nota | Observações |
|---|---|---|
| Competência 1 | 150 | Nível 4 - Demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita. |
| Competência 2 | 150 | Nível 4 - Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. |
| Competência 3 | 150 | Nível 4 - Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, em defesa de um ponto de vista. |
| Competência 4 | 200 | Nível 5 - Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos. |
| Competência 5 | 200 | Nível 5 - Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. |
| Nota final | 850 | Parabéns! A redação está muito bem estruturada e apresenta uma argumentação consistente e coerente. Há um bom domínio da norma culta da língua e o texto demonstra maturidade no tratamento do tema. |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |