O porquê do muro
Tema: Favelas no Rio de Janeiro: o que há além do muro?
Muros na antiguidade foram construídos para defenderem territórios. A História nos relata a existência de vários muros, entre eles os mais célebres são a muralha da China e o muro de Berlim. Não tão distante do propósito inicial dos grandes muros, o governo do Rio de Janeiro começa a construir "A Grande Muralha do Rio de Janeiro" cujo objetivo é impedir o crescimento no número de construções nas favelas de morros que são áreas de preservação ambiental, o orçamento da construção é de R$ 40 milhões.
Sem dúvida alguma a devastação da Mata Atlântica deve ser contida, pois contamos com apenas 15% da vegetação original que estar sendo explorada irracionalmente desde a chegada dos portugueses ao Brasil, são perdas irreparáveis, muitas espécies animais e vegetais foram extintas e existem tantas outras que correm o risco de extinção, não podemos compactuar com a intensificação da exploração irracional da floresta.
Possivelmente a euforia gerada e o posicionamento contrário a construção do muro é embasada na representação que o mesmo tem perante a sociedade, muros podem passar a ideia de separação, prisão, isolamento e exclusão. Mas o objetivo é o mesmo das grandes muralhas que foram edificadas ao longo da história, proteger, cuidar, zelar e preservar.
Não se trata de proteger somente a Mata Atlântica, o que é uma boa causa, mas também cuidar dessas favelas, que crescem desordenadamente com a omissão do governo, sem infraestrutura básico, não possuem sistemas de esgoto, iluminação pública adequada, a violência e a ação paramilitar são constantes (,) o que impede a implantação de escolas e hospitais nesses lugares, é necessário sim a contenção do crescimento desenfreado das favelas para que nasça a cidadania,mas o governo tem que cuidar do desenvolvimento desta também e que seja positivo.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 0.5 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |