Entrando no clima

Tema: Trote: festa ou violência?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 25/02/2011
Nota tradicional: 8.5
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Encerrada a temporada de provas e de privações, chega a tão-sonhada aprovação. Com esta, vêm também as festas, os parabéns, os churrascos e, claro, os trotes.

O trote universitário, segundo Antônio Zuin em seu livro O Trote na Universidade: Passagens de um Rito de Iniciação, existe desde a época medieval e se caracteriza por ser uma espécie de ritual de iniciação à vida universitária em que os “veteranos” propõem (ou obrigam) diversas atividades aos “calouros”, algo análogo ao que ocorre na maçonaria. Dentre as opções existem o tradicional banho de lama e pedir dinheiro sob sinais de trânsito.

Essa brincadeira aparentemente inocente pode trazer desdobramentos indesejáveis, como a morte do estudante Edison Tsung, aprovado em medicina na USP em 1999. A lista de excessos continua, como o caso João Francisco Medeiros, aprovado neste ano na UFPR, que desmaiou e teve convulsões após ser forçado a ingerir uma substância desconhecida, há também as garotas aprovadas na Faculdade de Agronomia da UNB, que simularam sexo oral em uma linguiça coberta com leite condensado.

Órgãos públicas entenderam o trote aplicado na UNB como uma afronta à dignidade feminina e pediram explicações à universidade. As estudantes retrucam afirmando que elas não se sentiram ofendidas moralmente, além de não terem sido obrigadas a participar. Estudantes da UFPR que participaram do trote acharam a experiência divertida e “inesquecível”.

Muito se tem feito para que o trote não seja algo violento, como campanhas de conscientização, proibição de venda de bebidas alcóolicas, punições e outros tipos de trote, como o trote solidário.

Podemos concluir que o trote, como elemento iniciador da vida universitária, é prontamente aprovado pelos jovens. É preciso apenas que haja limites e que estes sejam respeitados.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 2.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos