Trote: qual é o seu limite?

Tema: Trote: festa ou violência?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 25/02/2011
Nota tradicional: 8.5
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A passagem do ensino médio para o ensino superior é marcada por alegrias e dúvidas. A aprovação em uma universidade é para os estudantes a porta para um novo mundo, de liberdade, independência e ao mesmo tempo de responsabilidades.

Como ritual de passagem do ensino médio para o superior, os conhecidos trotes são muitas vezes desejados pelos alunos. São brincadeiras que a princípio deveriam promover a integração e socialização; uma forma de fazer o calouro se sentir acolhido. Entretanto nem sempre essas brincadeiras têm o limite certo, acabando por frustrar e traumatizar alunos brilhantes sem necessidade.

Naturalmente, quando se pensa em trote, chega-se à mente a visão de calouros indefesos sendo obrigados por veteranos malvados a fazer os mais variados tipos de atividades: desde segurar um pênis de borracha imitando a estátua da liberdade no meio do campus da faculdade até arrecadar dinheiro no sinal para os veteranos. Associam-se a isso algumas doses de bebidas alcoólicas, às vezes entorpecentes e assim adolescentes concretizam seu rito de passagem dolorosamente.

Esse quadro é real e mais comum do que se imagina. Além de ser caracterizado por um ciclo vicioso em que cada veterano deseja vingar-se do trote que já sofreu um dia é impossível saber exatamente qual será o ponto final para a brincadeira acabar. Casos de estudantes mortos, violentados e humilhados não são só prejuízos para alunos mas também para instituições que perdem autoridade ao intervir tardiamente.

Pensando nessa intervenção, muitas instituições públicas de ensino superior criaram um novo tipo de trote, o trote solidário. Este não é garantia de que fora do campus haverá respeito e solidariedade com os calouros, porém é uma forma de integrar os alunos dentro da instituição e fazê-los permanecer grande parte do tempo ocupados em ajudar e apresentar a faculdade aos calouros indefesos.

É evidente que tinta não vai faltar, mas há instituições que fazem doação de cestas básicas para ONGS como trote. Esse sim com uma conseqüência mais leve e bem mais humana. Pensando assim, fica mais fácil para as futuras gerações de veteranos, que sofreram um trote mais saudável, agir saudavelmente com os futuros calouros.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos