A diversão que pode matar
Tema: Trote: festa ou violência?
O trote estudantil não é recente. Surgiu com as primeiras universidades medievais e, desde então, não cessou o hábito de separar veteranos e calouros nas mais variadas instiuições de ensino. Assustável.
Acreditar na benevolência dos costumes discentes é passar-se incólume pela situação. O submetimento dos novos alunos aos rituais envolve desde processos "ingênuos" - tinta e batom no corpo e rosto - ao sadomasoquismo, com múltiplas agressões físicas, humilhações e, até, assassinatos.
Tais fatos podem ser comumente anunciados, no início dos semestres letivos, em alguns noticiários. Ora, se são de conhecimento geral, por que pouco se faz para mudar a situação? Devido à complacência de autoridades e reitores, alunos, que ainda adentrarão no ensino superior, provavelmente serão submetidos às práticas vexatórias.
A constituição brasileira assegura o direito à integridade moral e física aos seus cidadãos. Agredir o próximo, além da violência impressa pelos participantes, transgride o mais importante conjunto de leis do país. Diga-se de passagem, é ilegal, afronta a democracia conquistada com tanto ardor.
Destarte, as obras aviltantes não condizem com o grau de maturação esperado de um graduando. Por volta dos dezoito anos, idade que muitos ingressam nas faculdades, é sabido que, gradativamente, deve-se deixar as infantilidades da adolescência e iniciar-se uma vida prudente, com valores morais bem refletidos e definidos.
A introdução de trotes solidários pode ser uma boa alternativa educacional às ações dos escolares perverços. O sucesso de tal prática depende, além de uma conscientização social, do rigor que a justiça tratará os casos distoantes e da vontade dos dirigentes universitários em proibí-los nas suas respectivas dependências de ensino.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |