A felicidade e o medo: o ingresso no ensino superior e trotes
Tema: Trote: festa ou violência?
Depois de muito estudo, dedicação, concentração, e desafios superados, finalmente chega o dia da divulgação da lista de aprovados no vestibular. Você passou! Nunca experimentou uma alegria maior do que esta, o êxtase toma-lhe conta. Comemorações, congratulações, muita ansiedade e a espera por algo desconhecido: o trote. Como estar preparado para algo que pode ser tão bom, quanto prejudicial?
Há muitos séculos, o trote é um hábito adotado pelos veteranos das universidades do mundo inteiro. O princípio básico dessa prática é dar as boas-vindas aos alunos recém-aprovados. Infelizmente, os trotes atuais se distanciaram muito de sua verdadeira proposta, e há casos extremos que resultam até em morte.
Sendo assim, é de se esperar que já tivessem sido proibidos. As tentativas são muitas, mas em sua maioria fracassadas. Não há como controlar eficazmente tantos alunos que querem descontar nos calouros, a humilhação que eles mesmos já sofreram. Cria-se, assim, um ciclo vicioso que dificilmente poderá ser finito.
O principal ponto é que os novatos devem ser iniciados no meio acadêmico de alguma forma. Se as tentativas de acabar com os trotes fracassaram, as universidades deveriam fazer parcerias com os estudantes e passar a realizar trotes saudáveis em detrimento dos violentos. Se os trotes ficarem na responsabilidade apenas dos veteranos, não há como controlá-los.
Portanto, a melhor solução com relação aos trotes é a de serem oficializados pelas universidades e, inclusive, passarem as fazer parte dos calendários das mesmas. Festas, gincanas, e atividades integrativas promovidas pelas instituições de ensino superior, seriam exatamente o que se espera de um “trote”. Com as programações e atitudes certas, a jornada de integração dos novos alunos poderia ser algo que valha a pena esperar, e não gerar o medo e angústia dos trotes atuais.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |