Devem ser proibidos os trotes nas instituições de ensino brasileiras?
Tema: Trote: festa ou violência?
Numa sociedade desenvolvida esperam-se pessoas com inúmeras qualidades e habilidades que, na maioria das vezes, são obtidas pelo Ensino. Com isso, vários candidatos, ao findar do ano, conquistam vagas em diversas Universidades pelo País, e são vitimados por pseudo-estudantes que difundem uma prática desumana denominada – trote.
Por isso, é importante avaliar se os trotes nas universidades devem ser proibidos. O trote trata-se de uma exacerbação da alegria pela conquista de uma tão sonhada vaga, principalmente nas Universidades Públicas. Entretanto, no Brasil tem chegado a situações fora dos limites, pois os recém ingressos denominados “calouros” são obrigados a todo tipo de humilhação que vai desde a pedir esmolas nas ruas e trânsitos das cercanias da unidade de ensino, desde a obrigatoriedade de participar de eventos, denominados festas, nas quais são surrados, sujos, jogados na lama e, até mesmo, atirados em vasos sanitários.
Além disso, cabe salientar, que esse lamentável fato tem ocorrido, até mesmo, em instituições de ensino militar, que privam pela disciplina e a hierarquia, mas não têm se atentado para as chamadas “brincadeiras”, que deixam o aluno novo em uma posição vexatória. Desta forma, cabe destacar que algumas instituições chegaram ao absurdo de perder alunos vitimados devido ao excesso de exigência em determinadas tarefas. O trote tem sido motivo de preocupação, principalmente por alunos e pais que ao mesmo tempo ficam felizes pela conquista obtida e preocupados pela receptividade na futura universidade.
Sendo assim, é notório que os futuros universitários, os docentes, o setor educacional brasileiro, representado pelo Ministério da Educação, devem ter o devido cuidado que o assunto requer e, com isso, criem mecanismos inibidores para os alunos que pratiquem os excessos, que podem, até mesmo, abreviar uma brilhante carreira, enfim uma vida. Logo, a proibição parece ser uma medida extrema, mas é claro, que o que deve ser medido é a dosagem do trote, que pode reunir a descontração com comemoração pela nova conquista.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |