Favelas no Rio de Janeiro: o que há além do muro
Tema: Favelas no Rio de Janeiro: o que há além do muro?
Tanto moradores, quanto turistas, deparam-se com o contraste vivido pela cidade do Rio de Janeiro: de um lado, a zona nobre com mansões e prédios luxuosos; de outro, as favelas com seus morros cheios de casebres sem estrutura alguma. Dentro dessas favelas, estão os maiores traficantes de drogas do pais, e, por isso, o governo do Rio é obrigado a investir milhões de reais anualmente, com o fim de combater a criminalidade e o tráfico.
Nesse contexto, os moradores do morro “Dona Marta”, acham que estão sendo isolados pela construção desses muros, pois está ocorrendo uma nítida separação entre moradores da favela e moradores da zona nobre, o que seria inadmissível em um pais democrático de Direito como o Brasil. O governo estadual deveria envidar esforços para garantir a igualdade das pessoas conforme preconiza a constituição federal de 1988, e não segregá-las. O argumento feito pelo governo do Rio foi o da necessidade de preservação da mata Atlântica, que faz divisa com o morro, pois estaria havendo um crescente número de construções de pequenas casas irregulares naquela área, mas, há quem diga que também há o interesse de imobiliárias por trás desse negócio, pois as construções irregulares estariam desvalorizando suas áreas.
É manifesta a diferença existente entre as classes sociais em todo o Brasil, o que não é diferente no Rio de Janeiro, porém, não é isolando uma comunidade que o problema desaparecerá, pelo contrário, aqueles moradores que não coadunam com a prática do tráfico, podem não ter outra escolha se não fazê-lo. O governo do Rio de Janeiro e os governos, de um modo geral, devem colocar a dignidade da pessoa humana como o precípuo escopo de sua administração: seja no oferecimento de oportunidade de empregos, seja na construção de moradias condignas, saneamento básico, segurança etc. Somente assim, as pessoas poderão agir de acordo à moral e os bons costumes.
José Augusto...
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |